Lucas do Rio Verde - Fevereiro 3, 2026

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Policial preso por estupro em Sorriso abusou 4 vezes da vítima

Manoel Batista da Silva, foi preso neste domingo depois do resultado do exame pericial

Por: Portal JVC / JK

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(Autor da imagem: Portal JVC)

O advogado Dr. Walter Rapuano usou suas redes sociais para relatar os estupros sofridos pela sua cliente, que foi identificada somente como “F”, e segundo advogado, a vítima foi estuprada 4 vezes pelo policial civil Manoel Batista da Silva, 52, que foi preso neste domingo (1), por estuprar uma detenta dentro da Delegacia de Sorriso.

Segundo o Dr. Walter Rapuano, entre as 18h do dia 09/12/2025 e o amanhecer do dia 10/12/2025, “F” foi vítima de quatro estupros consumados, segundo o seu relato, praticados por um policial civil, que ela não sabia o nome, mas sabia todas as suas características físicas.

“F” foi presa por força de um decreto de prisão temporária, que, após a atuação de sua Defesa Técnica e investigações da Polícia Civil, o próprio delegado pediu a revogação desta prisão temporária.

Ela foi presa no dia 08 de dezembro de 2025, passou por audiência de custódia no dia 09/12/2025 (sexta-feira), foi transferida da Delegacia de Sorriso para a Cadeia Feminina de Arenápolis no dia 10/12/2025 (sábado) e foi posta em liberdade na noite do dia 12/12/2025 (segunda-feira) e denunciou o estupro no Ministério Público no dia 13/12/2025 (terça-feira), na companhia de seu advogado Walter Rapuano.

Foi submetida à audiência de custódia no dia 09/12/2025 (sexta), a qual foi realizada às 16h. Após a audiência de custódia, a vítima, “F”, foi levada pelo suposto abusador (Manoel até a POLITEC, para ser submetida ao exame de corpo de delito.

Retornaram do exame de corpo de delito por volta das 18h da sexta, ocasião em que supostamente o autor dos delitos praticou o primeiro estupro contra “F”.

Algumas horas depois, supostamente, praticou o segundo estupro.

De madrugada, supostamente, praticou o terceiro estupro, ocasião em que ejaculou dentro da vítima. Ao amanhecer, supostamente, praticou o quarto estupro.

Foram 4 estupros entre o início da noite do dia 09/12/2025 e o amanhecer do dia 10/12/2025. No modus operandi, o policial civil retirava a vítima da cela e a levava para uma sala vazia. Nas quatro ocasiões, o abusador ameaçou a vítima para que ela ficasse quieta e calada, senão mataria a sua filha menor.

Na troca de turno, na manhã do dia 10/12/2025, a vítima foi transferida da Delegacia de Sorriso para a Cadeia Feminina de Arenápolis, onde
permaneceu presa até a noite da segunda-feira, dia 12/12/2025.

Entre sábado e domingo, a Defesa Técnica reuniu provas da inocência dela e repassou para o delegado que, convencido pelas provas e
baseado em outras investigações que ele realizou, pediu ao Juízo da Primeira Vara Criminal que revogasse a prisão de “F”.

A decisão que revogou a prisão temporária de “F” foi publicada no dia 12/12/2025, às 18h05min. Diligenciou-se para que o Alvará de Soltura fosse cumprido no mesmo dia.

Localizou-se um hotel em Arenápolis, para que ela pudesse pernoitar e foi pedido para a assistente social da Cadeia de Arenápolis que passasse meu número do celular do advogado responsável a “F”, para que ela pudesse ligar quando chegasse no hotel.

Na segunda, por volta das 21h, a vítima ligou para o advogado Walter Rapuano e a primeira fala sua foi para informar que foi estuprada dentro da Delegacia.

A partir daí, na manhã do dia 13/12/2025, o advogado pediu que ela me relatasse tudo em uma videochamada, a qual foi gravada, orientando-a que não tomasse banho, para preservar possíveis vestígios de DNA que ainda pudessem estar presentes e em seguida foi contatada a Promotoria de Sorriso para, em sigilo, denunciar os crimes, com encaminhamento do vídeo com o relato da vítima.

Na tarde do dia 13/12/2025, após seu retorno de Arenápolis para Sorriso, o advogado acompanhou a vítima e seu esposo até o Ministério Público, que já estava de sobreaviso e aguardando sua chegada, onde tomaram o depoimento dela. Após o depoimento no MP, através de requisição desta Instituição, a vítima foi levada até a Politec, para coleta de material genético.

Na saída, o médico perito adiantou que ainda havia vestígios de esperma.

A partir daí, o MP encaminhou o caso, em sigilo para a delegada responsável, que colheu depoimentos de testemunhas e declarantes,
coletou o DNA dos policiais que estavam de plantão no dia e, em seguida, com a chegada do resultado positivo na última sexta (30/01/2026), aliado a outras provas colhidas, deu-se o pedido de prisão, o seu deferimento e cumprimento na manhã de ontem (01/02/2026). Os fatos posteriores já são de conhecimento público.

Nota Pública

Nesta segunda, o Promotor Luiz Fernando Rossi Pipino, do Ministério Público de Mato Grosso (MPE-MT), classificou que o investigador Manoel Batista da Silva, 52, preso neste domingo (1) por estuprar uma detenta dentro da Delegacia de Sorriso, apresentou um “desvio moral profundo”.

Em manifestação encaminhada ao Poder Judiciário no dia 31 de janeiro de 2026, o promotor afirmou que o episódio abala a credibilidade do sistema de justiça criminal. “A Delegacia de Polícia, que deveria ser espaço de proteção institucional, foi transformada em cenário de violência sexual”, escreveu o promotor.

“Não foi apenas estupro. Foi estupro cometido com abuso do aparato estatal”, acrescentou. O representante do MP destacou que o crime foi praticado no interior da delegacia, durante o exercício da função pública e contra uma mulher sob custódia do Estado, totalmente vulnerável, sem possibilidade de fuga ou pedido de socorro.

Segundo o documento, o comportamento do policial “transcende a própria tipicidade penal”, revelando “ruptura intolerável do pacto mínimo de confiança que sustenta a atuação do Estado”. Para o Ministério Público, o episódio também representa “corrosão direta da moralidade administrativa e da credibilidade das instituições”.

O promotor reforçou que o acusado, por deter posição de autoridade, exerceu poder direto sobre a vítima e utilizou-se da assimetria de forças para satisfazer interesse pessoal de natureza sexual. Por isso, o MP entende que não há condições para que o réu aguarde o julgamento em liberdade.

“Quem transforma uma delegacia de polícia em cenário de estupro não pode aguardar o julgamento em liberdade”, diz outro trecho do documento.

Caso

A prisão de Manoel aconteceu na manhã deste domingo (1) e é resultado de uma investigação que apurava o crime sexual dentro da unidade policial contra a detenta, que tem 25 anos. A denúncia aconteceu há cerca de 50 dias.

Vítima passou por exames periciais que confirmaram a presença do material genético de Manoel em seu corpo. Diante do resultado, a polícia pediu a prisão preventiva do investigador.

Diante da ordem judicial, uma equipe da Polícia Civil foi até a residência do servidor, no bairro Jardim Aurora, e efetuou a prisão preventiva do investigado.

Na ocasião também foram recolhidos os pertences funcionais, como arma de fogo e munições. A Corregedoria Geral da Polícia Civil acompanha o caso e aguarda o recebimento dos autos relativos ao inquérito policial instaurado pela Delegacia de Sorriso, para as devidas providências legais que o caso requer.

A Polícia Civil de Mato Grosso reforça sua atuação de forma transparente quando surgem casos de servidores envolvidos em irregularidades. A instituição não pactua com servidores que cometem crimes e não tolera desvios de conduta de seus profissionais, bem como todas as ocorrências são apuradas com rigor.

Nesta segunda-feira (2) foi confirmado que a Justiça manteve o investigador preso durante audiência de custódia. A informação foi confirmada à imprensa pela delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, que está responsável pela investigação. Porém, como o caso segue em segredo de Justiça, ela não deu mais detalhes.

Jornalista Valdecir Chagas

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