Lucas do Rio Verde - Outubro 25, 2026

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Produtor de milho de MT precisa colher bem para fechar a conta

Imea divulgou dados de custo de produção do milho no Estado

Por: Portal JVC / Diário de Cuiabá

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(Autor da imagem: Portal JVC)

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os dados de custo de produção do milho alta tecnologia da safra 2024/25 em Mato Grosso.

De acordo com os dados do projeto Acompanhamento dos Custos das Produções Agropecuárias de Mato Grosso Safra 2024/25 (Acapa-MT), sobre o milho alta tecnologia, ainda é preciso altas produtividades para a conta da safra.

O custeio do milho em março/24 apresentou retração de 2%, ante a divulgação de fevereiro/24, ficando projetado em R$ 3.368,89/ha.

Conforme os analistas do Imea, essa diminuição foi pautada pela retração nos custos com fertilizantes e corretivos em 3,44%, operações mecanizadas em 1,57%, defensivos em 1,32% e sementes, 0,87%.

Com o reajuste no custeio, o Custo Operacional Efetivo (COE) apresentou recuo de 1,74% quando comparado com a última divulgação e ficou estimado em R$ 4.736,82/ha. 

Apesar disso, para que o produtor consiga cobrir suas despesas do COE na temporada 2024/25, considerando o preço médio do milho comercializado em março/24 para a mesma safra (R$ 34,98/sc), é necessário que produza 135,40 sc/ha, 9,61% a mais que a projeção do ciclo 2023/24.

Os analistas destacam que o Imea ainda não possui a estimativa de rendimento para a safra 2024/25, mas, de acordo com o instituto, a média dos últimos três anos é de 103,86 sc/ha.

ESTIMATIVA DE SAFRA – De acordo com os dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área de milho 2ª safra no Brasil para o ciclo 2023/24 deve ficar em 15,77 milhões de hectares.

Já a produtividade está prevista em 90,45 sc/ha, o que representa uma retração de 2,09% ante a divulgação do mês passado.

Com isso, a produção projetada pela Companhia ficou em 85,61 milhões de toneladas, 1,98% a menos quando comparado com mar/24.

A menor produção do país foi puxada, principalmente, pelos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, em 12,89%, 3,99% e 1,05%, ante a última divulgação, respectivamente.

Apesar da perspectiva de menor oferta, o preço do milho na bolsa brasileira B3 reagiu negativamente no dia da divulgação, 1,07%.

Para as próximas semanas, o que deve continuar ditando as cotações do cereal são as condições climáticas, pois são fatores que podem impactar no rendimento final da cultura, avaliam os analistas do Imea.

Jornalista Valdecir Chagas

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