Lucas do Rio Verde - Março 4, 2026

Conheça nossas redes sociais

Professora morta com dispáro de arma de fogo Nortão é sepultada e marido acusado do assassinato é impedido de participar de velório

Francisca Marta de Jesus Bertoldo, conhecida como Professora Martinha, de 42 anos, foi sepultada, nesta sexta-feira (26), no cemitério de Nova Santa Helena

Por: Portal JVC / Sonotíciais

Compartilhe:

Professora-Martinha-de-Nova-Santa-Helena-Portal-JVC
(Autor da imagem: Divulgação)

A servidora pública e suplente de vereadora Francisca Marta de Jesus Bertoldo, conhecida como Professora Martinha, de 42 anos, foi sepultada, nesta sexta-feira (26), no cemitério de Nova Santa Helena.

Ela foi atingida por disparo de arma de fogo dentro de sua casa na última quarta-feira (24). A Polícia Civil investiga se a morte foi autoprovocada ou se ocorreu durante uma tentativa de desarmamento pelo marido, de 35 anos, preso em flagrante e teve a prisão convertida para preventiva pelo juiz Edson Carlos Wrubel Junior da comarca de Itaúba.

O suspeito chegou a ser autorizado pelo magistrado a acompanhar o funeral e o enterro da vítima, mediante escolta policial e sem algemas, porém, a decisão foi revogada devido a “risco à ordem pública”, após a Polícia Militar emitir um ofício relatando que sua presença poderia “desencadear revolta entre os demais parentes, amigos e conhecidos da vítima, que era professora conhecida e bem querida na comunidade local. Além disso, pode gerar uma série de atos de violência que colocariam a segurança de todos os presentes em risco, inclusive do autuado e dos policiais que o acompanhariam”, diz a decisão do magistrado.

A prefeitura de Nova Santa Helena declarou luto oficial de três dias no município, definindo Martinha como “cidadã exemplar e de ilibado espírito público” e ressaltando que “seu legado na educação e sua dedicação ao magistério permanecerá vivos na memória de todos santahelenenses”.

Conforme o boletim da Polícia Militar informa que, no dia do ocorrido, os policiais encontraram Martinha caída no chão, segurando um revólver. Ela apresentava ferimentos no braço esquerdo e na região do tórax. A equipe médica constatou o óbito na residência.

Ainda segundo o boletim, o marido estava na casa com os filhos. Ele apresentou a versão inicial de que estava em uma oficina quando “teria recebido uma ligação da esposa, que ameaçava tirar a própria vida”. Segundo ele, “ao chegar à residência, encontrou a mulher com a arma em mãos e, ao tentar desarmá-la, ocorreu um disparo que a atingiu”.

Posteriormente, conforme boletim, ao ser novamente questionado, o homem apresentou versões diferentes dos fatos, chegando a relatar que “houve uma luta corporal, ambos caíram ao solo e a arma teria disparado acidentalmente”. Ele também teria afirmado que “chegou a segurar o revólver após o ocorrido, deixando-o em seguida no chão”. Diante das contradições, foi conduzido à delegacia da Polícia Civil, que investiga o caso.

Jornalista Valdecir Chagas

Fale Conosco

Pelo canal de atendimento ao cliente, estamos disponíveis para atendê-lo(a) da melhor forma