Lucas do Rio Verde - Fevereiro 10, 2026

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Defesa diz que laudo e novas provas colocam em xeque versão de estupro policial em Sorriso

Análise técnica e novas provas descartam conjunção carnal recente contra a detent

Por: Portal JVC / JK

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(Autor da imagem: Portal JVC)

Exames e laudos anexados no inquérito envolvendo o investigador Manoel Batista da Silva podem significar uma reviravolta na investigação do caso da delegacia de Sorriso . Análise técnica e novas provas descartam conjunção carnal recente contra a detenta. As apurações continuam a fim de elucidar o que houve na unidade policial.

“Não apresenta vestígios periciais que evidenciem conjunção carnal recente, tampouco lesões externas ou genitais compatíveis com qualquer tipo de violência sexual”, traz trecho revelador da perícia da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado de Mato Grosso.

Há no inquérito ainda outros elementos técnicos que podem contradizer a versão inicial dos fatos, incluindo o teste de material genético que não encontrou sêmen do acusado.  Na prática, significa que o resultado pode ter sido proveniente de saliva, fio de cabelo, suor, entre outros.

“No campo probatório, a defesa destaca que as provas colhidas até o momento são inconclusivas e inclusive destoam dos depoimentos colhidos, inexistindo qualquer elemento técnico definitivo que permita afirmar autoria ou materialidade de forma inequívoca”, diz a nota divulgada no domingo (8).
Além das evidências científicas há inconsistência no próprio depoimento que sustentava a acusação. A vítima, na identificação do suspeito, descreve características físicas incompatíveis com o Manoel Batista da Silva.

Outra fragilidade da investigação é comprovada pelas decisões proferidas nos procedimentos SIMP relacionados nº 000950-025/2025 e nº 009998-025/2024, em que a Promotora de Justiça, Fernanda Pawelec Vasconcelos, responsável pela oferta da denúncia, declarou-se suspeita para atuar em todos os feitos que envolvam a atuação do delegado Bruno França, justamente para evitar a contaminação de atos processuais e nulidades futuras.

Essa declaração de suspeição não foi pontual. A promotora já declinou de mais de 400 processos relacionados à atuação do delegado Bruno França Ferreira. Ocorre que, devido ao fato de grande apelo social e repercussão pública, especialmente nas redes sociais, o suspeito já foi amplamente apontado como culpado antes da conclusão do julgamento.

Porém, no campo probatório, as provas colhidas até o momento são inconclusivas e inclusive destoam dos depoimentos colhidos, ou seja, não há qualquer elemento técnico definitivo que permita afirmar autoria ou materialidade de forma inequívoca.

As investigações sobre o caso iniciaram na primeira quinzena de dezembro de 2025, quando a Delegacia de Sorriso recebeu requisição do Ministério Público, noticiando que uma mulher teria sido abusada sexualmente no interior da unidade policial por um investigador de polícia, enquanto estava presa.

A mulher vítima de estupro foi presa por envolvimento em um homicídio em Sorriso. No decorrer das investigações, a Delegacia de Sorriso representou pela revogação da prisão temporária, para que a investigada respondesse em liberdade até a conclusão do inquérito, que segue em andamento na unidade policial para apurar o respectivo homicídio.

A suspeita teve outro mandado de prisão preventiva expedido pelos crimes de tortura e organização criminosa. Ela encontra-se foragida.
Uma mulher, de 24 anos, revela que foi vítima de violência sexual dentro de uma delegacia. Esse fato grave parece ser apenas o início de uma questão perturbadora que se apresenta ainda mais séria. No interior do Brasil, o encontro com uma jovem que tem relatos perturbadores dos dias em que ficou presa: “O abuso sexual, carnal. Foi o mais difícil para mim, mais dolorido”, relata a vítima. Atos sexuais forçados. Distorções graves do procedimento policial.

A denúncia atinge em cheio a segurança pública de um território conhecido por sua prosperidade. O principal suspeito é um experiente investigador da Polícia Civil. Manoel Batista da Silva, de 52 anos. 25 deles dedicados aos serviços públicos. A denunciante é uma jovem de 24 anos, com a identidade preservada. Ela foi presa preventivamente em 08 de dezembro de 2025: “Eles alegam que eu fiz um homicídio”, declara. Além disso, já tinha antecedentes criminais e ser condenada por tráfico.

Jornalista Valdecir Chagas

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