Lucas do Rio Verde - Fevereiro 27, 2026

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Gaeco cumpre mandado em Colíder em investigação de R$ 140 milhões da Operação “Safra Desviada”

Em Mato Grosso, além de Colíder, as ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Cuiabá, Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte e Campo Verde.

Por: Portal JVC / Nortão On Line

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(Autor da imagem: Divulgação)

 Colíder  também está entre os municípios alvos da Operação Safra Desviada, deflagrada na manhã desta quarta-feira (25) pelo Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado. A ação cumpre 180 medidas cautelares autorizadas pela Justiça e investiga um esquema de desvio de grãos que teria causado prejuízo superior a R$ 140 milhões ao Grupo Lermen e a outras empresas do setor agropecuário.

As diligências estão sendo realizadas simultaneamente nos estados de Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Maranhão. Em Mato Grosso, além de Colíder, as ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Cuiabá, Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte e Campo Verde.

De acordo com o Ministério Público, os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida em crimes como furto qualificado, estelionato contra idoso, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O esquema consistiria no desvio sistemático de soja, milho e algodão, com manipulação de registros internos, movimentações financeiras incompatíveis com a atividade declarada e utilização de empresas para dissimular valores.

Entre as medidas cumpridas estão 80 mandados de busca e apreensão, executados em residências, fazendas, empresas e outros imóveis ligados aos investigados. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias de 56 alvos, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões, além do sequestro de mais de 70 veículos, entre caminhões, carretas e automóveis.

Também foi determinada a indisponibilidade de imóveis pertencentes a 20 pessoas físicas e jurídicas, bem como o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de mais de 45 investigados.

A Justiça autorizou ainda a extração de dados de celulares, computadores, mídias externas e informações armazenadas em nuvem, além do bloqueio de contas em plataformas de apostas, diante de indícios de uso desses serviços para movimentação e ocultação de recursos ilícitos.

Segundo o MPMT, as medidas têm como objetivo preservar provas, impedir a continuidade das práticas criminosas, evitar a dissipação de bens e garantir a reparação dos danos causados. As decisões judiciais apontam a existência de um esquema estruturado, dividido em núcleos, com manipulação contábil, empresas de fachada e transações financeiras atípicas.

A operação mobiliza mais de 180 policiais militares de Mato Grosso, cerca de 50 integrantes do Gaeco e 12 policiais civis de Sorriso, além do apoio de forças de segurança estaduais, como a Diretoria de Inteligência da Polícia Militar, unidades regionais da PMMT, o Ciopaer, a Polícia Judiciária Civil e Gaecos dos estados do Paraná, Maranhão, Pernambuco e São Paulo.

Jornalista Valdecir Chagas

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