A comunidade escolar da Escola Márcio Schabatt Souza, localizada no bairro Veneza, em Lucas do Rio Verde, se prepara para uma decisão importante que pode transformar o modelo de gestão da unidade.
Nesta quarta e quinta-feira (15 e 16 de abril), pais e responsáveis participam da votação que definirá se a escola passará a adotar o regime cívico-militar. A unidade escolar é a única da rede estadual de ensino que ainda não aderiu à gestão cívico-militar.
De acordo com o gestor Danilo Ferreira, o processo segue uma política do Estado e só avança após consulta à comunidade. A iniciativa começou com uma sondagem interna entre professores e, diante do interesse, evoluiu para a abertura oficial do processo eleitoral.
“A decisão final é da comunidade escolar. São os pais e responsáveis que vão dizer se a escola continua no modelo regular ou passa para o cívico-militar”, explicou.
Segurança e disciplina estão entre os principais fatores
Segundo o gestor, um dos principais pontos que motivam o interesse pela mudança está relacionado à segurança dentro da escola. Atualmente, a unidade não conta com profissionais específicos para esse tipo de função, o que gera preocupação.
A proposta do modelo cívico-militar prevê a presença de profissionais voltados à organização, disciplina e apoio à gestão, sem alterar o conteúdo pedagógico ou a matriz curricular.
“O que muda não é o ensino, mas a forma de organização e a estrutura institucional da escola”, destacou.
Processo segue cronograma e pode ter mudança rápida
Caso a comunidade aprove a transformação, a mudança pode ocorrer em um prazo relativamente curto. Com base em experiências recentes no município, a transição costuma acontecer entre 40 e 60 dias após a votação, com a chegada dos profissionais que atuarão no novo modelo.
Lucas do Rio Verde já possui outras unidades que passaram por esse processo, o que, segundo a direção, contribui para que as famílias já tenham conhecimento prévio sobre o funcionamento do sistema.
Votação envolve centenas de famílias
Atualmente, a escola atende cerca de 1.160 alunos, considerando ensino fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Todos os responsáveis legais estão aptos a votar, além de alunos maiores de 16 anos matriculados na EJA.
A votação nos dois dias será realizada das 7h às 19h, com cédulas impressas e identificação por meio de documento pessoal.
EJA segue garantida, independente da decisão
Um ponto que gerava dúvidas entre a comunidade foi esclarecido pela gestão: a possível mudança para o regime cívico-militar não afeta a continuidade da Educação de Jovens e Adultos.
Segundo Danilo Ferreira, a permanência da EJA depende exclusivamente da demanda e do número de matrículas, e não do modelo de gestão adotado pela escola.
A unidade, inclusive, mantém turmas com alunos adultos e idosos, alguns com mais de 50 anos, que buscam alfabetização e formação básica. A Márcio Shabatt é a única escola luverdense que mantém essa metodologia de ensino
Decisão pode impactar futuro da unidade
A votação desta semana representa um momento decisivo para a escola e para as famílias envolvidas. Mais do que uma mudança administrativa, o resultado pode redefinir a forma de organização da unidade e influenciar diretamente o ambiente escolar nos próximos anos.
A participação da comunidade será determinante para o futuro da instituição.