Empresário ligado ao ramo de lanchonete Jorlan Cristiano Ferreira, foi condenado nesta quarta-feira (14), pelo Tribunal Popular do Júri de Lucas do Rio Verde , a pena de 13 anos e 6 meses de reclusão, pelo assassinato de uma mulher transexual de 22 anos, conhecida como Mayla Rafaela Martins. O crime que aconteceu em 2024, e teve grande repercussão em Mato Grosso.
Após o homicídio que aconteceu na residência do réu, o corpo da vítima foi levado e abandonado em uma fazenda às margens da MT-485, já na zona rural de Sorriso, região conhecida como Linha Morocó.
Jurados reconhecem a autoria do crime
Durante o julgamento, os jurados reconheceram a autoria do crime e condenaram o réu. No entanto, as qualificadoras foram excluídas pelo conselho de sentença, o que impactou diretamente na dosimetria da pena aplicada.
Com isso, a condenação ocorreu por homicídio simples.
Relembre o caso
A vítima desapareceu após entrar em um veículo na noite anterior ao crime.
No dia seguinte, trabalhadores rurais encontraram o corpo enrolado em uma lona, em meio à lavoura, e acionaram a polícia. A perícia constatou diversas perfurações provocadas por faca.
As investigações apontaram que o crime aconteceu dentro da casa do acusado, em Lucas do Rio Verde. Após o homicídio, ele transportou o corpo até Sorriso, onde tentou ocultá-lo.
O réu foi preso em flagrante ainda no dia em que o corpo foi localizado.
Caso gerou repercussão em MT
O caso gerou forte comoção na região e mobilizou amigos e familiares da vítima, que pediam justiça. Nas redes sociais, uma amiga chegou a fazer um apelo público para que o caso não fosse esquecido e que o acusado fosse condenado.
O empresário deverá permanecer preso
Com a decisão do júri, o réu foi condenado a 13 anos e 6 meses de prisão, encerrando o julgamento de um dos crimes mais comentados da região nos últimos meses.
Mesmo sendo condenado por homicídio simples, ele deverá permancer em regime fechado por mais tempo, até ganhar a progressão de regime para o semi-aberto.


