Lucas do Rio Verde - Maio 22, 2026

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Proprietário de haras é condenado por homicídio qualificado em Lucas do Rio Verde

O proprietário do haras, Thalles, foi condenado há 10 anos de prisão, por homicídio qualificado

Por: Portal JVC / Valdecir Chagas

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(Autor da imagem: Portal JVC)

O julgamento do caso que apurava a morte de Odilon Pereira de Freitas, de 37 anos, ocorrida em 20 de agosto de 2022, em Lucas do Rio Verde, terminou na madrugada desta quinta-feira (21) com decisões distintas para os três acusados envolvidos no processo. O Tribunal do Júri definiu condenações, absolvição e desclassificação de crime.

Condenação: 

O proprietário do haras, Thalles, foi condenado por homicídio qualificado. A defesa argumentou que o acusado agiu sob violenta emoção, motivado por supostas ameaças feitas pela vítima contra familiares. A tese foi aceita parcialmente pelo júri, resultando na pena de 10 anos de prisão.

Absolvição:

O réu Henrique, funcionário do haras onde a vítima trabalhava, foi absolvido pelo Conselho de Sentença. A defesa sustentou a tese de negativa de autoria, que foi acolhida pelos jurados.

Desclassificação:

A acusada Ana Karla, esposa de Thalles, teve o crime desclassificado de homicídio para omissão de socorro. Com a decisão, ela obteve a suspensão condicional do processo, mediante pagamento de R$ 3.242,00 e assinatura periódica durante dois anos.

Entenda o caso

Segundo consta na denúncia original do Ministério Público, o crime ocorreu após uma briga em um evento de inauguração de um espaço de beach tennis e choperia. Após serem retirados do local por seguranças, uma nova discussão teria ocorrido na área externa. Conforme as investigações, a vítima teria corrido para um terreno baldio, onde foi morta a pedradas.

A denúncia do Ministério Público apontava, na época, que os envolvidos teriam alterado a cena do crime ao retirar a camiseta da empresa usada pela vítima, além de não terem prestado socorro. O corpo foi encontrado três dias depois, dando início às diligências policiais que utilizaram imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas.

Inicialmente, o Ministério Público havia denunciado os acusados por homicídio triplamente qualificado. Contudo, ao longo do processo, as defesas conseguiram afastar duas qualificadoras, sendo mantida apenas a de “meio cruel” para o julgamento final.
Nota de Transparência: Esta matéria foi redigida com base nos fatos apresentados perante o Tribunal do Júri. O CenárioMT preza pelo jornalismo ético e responsável. Caso haja necessidade de retificação ou esclarecimento por parte dos envolvidos, dispomos de canais oficiais de comunicação em nossa página de Contato.

Jornalista Valdecir Chagas

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