Lucas do Rio Verde - Junho 24, 2026

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Mulher é assassinada no Nortão após pedir fim de medida protetiva

Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, foi assassinada a tiros, nesta terça-feira (24), em Guarantã do Norte

Por: Portal JVC / Sonotícias

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(Autor da imagem: Portal JVC)

Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, foi assassinada a tiros, nesta terça-feira (24), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos, que, segundo a Polícia Civil, já tinha longo histórico de violência doméstica contra ela. O crime está sendo investigado como feminicídio consumado.

De acordo com a polícia, as primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

Após o caso, a chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo. “A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer quanto antes”, afirmou.

Rec

Jornalista Valdecir Chagas

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