Lucas do Rio Verde - Junho 30, 2026

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Condenado há 218 anos de prisão em Sinop, sapateiro dava ordens para o Comando Vermelho de dentro da prisão Federal

Leonardo dos Santos Pires, vulgo "Sapateiro", continuava dando ordens para o Comando Vermelho em Sinop.

Por: Portal JVC / Valdecir Chagas

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(Autor da imagem: Portal JVC)

Mesmo preso no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, Leonardo dos Santos Pires, vulgo “Sapateiro”, continuava dando ordens para o Comando Vermelho em Sinop. O dentento foi um dos alvos da Operação Extensão, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. Outros dois suspeitos também foram alvos.

Conforme apurado, Sapateiro possui mais de 245 anos em condenações por dezenas de crimes, entre eles os assassinatos de uma adolescente grávida, um ex-jogador de futebol e um comerciante. Atualmente, ainda há cerca de 218 anos de prisão a serem cumpridos.

Em 2024, ele foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas. A Polícia Civil descobriu que, mesmo preso, continuava exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.

Segundo as apurações, duas pessoas, também alvos da Operação Extensão, cumpriam as ordens dadas por Sapateiro, seja na distribuição dos valores das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.

Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.

Operação Extensão

Conforme publicado pela reportagem, nesta terça (30), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra os suspeitos. Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas. Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop.

As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.

O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.

 

Jornalista Valdecir Chagas

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