Lucas do Rio Verde - Julho 1, 2026

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Professora vítima de feminicídio em MT era premiada por excelência na alfabetização

Com 33 anos de dedicação à rede municipal, Adélia Cristina estava perto de se aposentar e era referência na comunidade escolar de Castanheira (MT)

Por: Portal JVC / G1 MT

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(Autor da imagem: Portal JVC)

A professora da rede municipal Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, encontrada morta na segunda-feira (29) em uma represa na comunidade São

Lourenço, zona rural de Castanheira (MT), era reconhecida pelo trabalho na educação, foi premiada pelo desempenho na alfabetização de estudantes e estava prestes a se aposentar. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio, e o principal suspeito é o namorado da vítima, Joel Laureano Ferreira, de 46 anos.

Em 2023, a professora recebeu o prêmio Alfabetiza MT, concedido pelo desempenho alcançado com uma turma do 2º ano. O reconhecimento destacou os resultados obtidos na alfabetização dos alunos e o trabalho desenvolvido em sala de aula.

Servidora da rede municipal, Adélia dedicou cerca de 33 anos à educação pública. Ela atuava na Escola Municipal José de Alencar, no Vale do Seringal, onde lecionava para uma turma multisseriada de 3º e 4º anos e era reconhecida pela dedicação ao ensino.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, Adélia iniciou a carreira ainda muito jovem e ao longo de mais de três décadas de atuação, tornou-se referência na comunidade escolar pela dedicação à educação e à formação de crianças.

O caso

Segundo a polícia, Adélia Cristina apresentava lesões pelo corpo. Após os primeiros levantamentos, o suspeito foi identificado e passou a ser procurado pelas equipes.

Joel Laureano chegou a ser localizado por policiais da Delegacia de Juína, mas reagiu à abordagem e fugiu para uma área de mata. Desde então, as buscas continuam na região.

Na residência do suspeito, os policiais apreenderam roupas, botinas e um pedaço de corda com indícios de sangue. O material foi encaminhado para perícia e deve auxiliar nas investigações. A Polícia Civil segue apurando o caso.

Jornalista Valdecir Chagas

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