O candidato ao Senado e ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que não teme uma eventual saída do senador Jayme Campos (União Brasil) para o palanque do senador Wellington Fagundes (PL), após a convenção da Federação União Progressista (UP) rejeitar a candidatura própria de Jayme ao governo. Mauro disse que o senador é livre para definir seu futuro político e o partido não tem poder para impor apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com que a agremiação vai coligar.
“As pessoas são livres. Todos nós somos livres. Os partidos não têm o poder de determinar aos seus membros o que devem ou deixam de fazer, exceto no que diz respeito aos processos eleitorais. Fora disso, o cidadão é livre”, falou Mauro.
O ex-governador reconheceu que Jayme pode estar insatisfeito com o resultado da convenção, mas classificou um eventual afastamento do grupo como uma consequência natural da disputa interna.
“Conversas na política são sempre saudáveis. É natural que quem perde um processo de disputa tenha algum nível de ressentimento. Tudo é possível. Não tenho medo de nada. Os partidos são livres e as pessoas também são livres para fazerem as escolhas que desejarem”, afirmou.
O ex-governador também defendeu a decisão de apoiar a reeleição de Otaviano Pivetta e disse ter agido por coerência política. “Toda decisão tem consequências. Toda escolha apresenta alternativas e caminhos. Eu fiz uma escolha mantendo a coerência. O Otaviano nunca me atrapalhou e é uma pessoa muito qualificada. Mantive a minha coerência e, acima de tudo, o compromisso com o bem que quero para Mato Grosso”, disse.
Janaína na vice de Pivetta
Questionado sobre uma possível definição da deputada estadual Janaina Riva (MDB) compor como vice de Otaviano, Mauro afirmou que ainda não foi comunicado oficialmente sobre qualquer decisão.
“Eu não sei dessa definição de que tanto falam. Vejo muitas especulações na imprensa, mas ninguém me comunicou oficialmente nada nesse sentido. O União Brasil tem a prerrogativa de decidir, até o prazo legal, sobre as composições partidárias”, concluiu.