Lucas do Rio Verde - Agosto 3, 2026

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Acordo da discórdia: Cattani rechaça acordo do PL com o MDB e questiona hsitórico do partido em MT

"Sabemos o histórico deles e nossa missão é resgatar o país"

Por: Portal JVC / Repórter MT

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(Autor da imagem: Portal JVC)

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) é mais um membro do partido a divulgar nas redes sociais seu descontentamento com o acordo firmado pela direção nacional da legenda com o MDB para as eleições de 2026.

Em vídeo publicado nesta terça-feira (3), segundo ele, após ser cobrado por apoiadores, criticou o alinhamento com a sigla emedebista e assegurou que não alterará sua postura histórica em relação ao grupo político adversário.

No pronunciamento, Cattani abordou a pressão recebida em seus canais de comunicação e argumentou que a coerência ideológica deve se sobrepor aos acordos partidários.

“Tem uns que têm preço, outros têm valor. Quem tem preço um dia encontra o preço dele, agora o que tem valor jamais terá. Um homem de valor não muda o seu posicionamento justamente por não ter preço”, declarou o parlamentar.

A contestação do deputado estadual amplia o desgaste interno enfrentado pela agremiação em Mato Grosso. A oposição ao arranjo já havia sido externada pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, pelo prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e pela prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, todos do PL, que rejeitam dividir palanque com lideranças do MDB, como a deputada estadual Janaina Riva e o ex-prefeito Kalil Baracat.

O conflito interno foi deflagrado após a cúpula nacional do PL selar uma composição com o MDB para o Senado. O desenho político aprovado em Brasília prevê a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado, compondo chapa ao Senado Federal com Janaina Riva (MDB) e com o deputado federal José Medeiros (PL).

Nomes como os deputados Eduardo Botelho e Thiago Silva, além do ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, e do ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Léo Bortolin, são vistos pela base liberal como adversários históricos no Estado, o que torna a convivência no mesmo palanque um ponto de impasse.

Jornalista Valdecir Chagas

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