Um jovem de 26 anos conseguiu escapar de um sequestro e de uma sessão de tortura, praticada por facção criminosa e conhecida como “salve”, ao se lançar de um veículo em movimento na tarde desta sexta-feira (07), na Avenida Beira Rio, em Cuiabá. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A Polícia Militar foi acionada após o jovem conseguir abrigo nas dependências de uma loja de materiais elétricos da região. Ao chegar ao local, a guarnição encontrou a vítima com diversas lesões pelo corpo, com maior gravidade na cabeça e no olho direito. Ele recebeu os primeiros socorros da equipe do Samu e foi encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.
Em depoimento, o rapaz relatou que foi abordado por criminosos no fim da manhã. Mantido em cárcere privado sob ameaças, ele teve a motocicleta (uma Honda Titan prata), o celular (com sua CNH na capinha) e dinheiro subtraídos por meio de diversas transferências bancárias via Pix.
Inicialmente, a vítima foi levada para uma casa no bairro Grande Terceiro, nas proximidades de uma distribuidora de bebidas, onde seria submetida às agressões. O jovem chegou a fugir da residência em um primeiro momento, mas foi recapturado pelos suspeitos e colocado à força no banco de trás de um carro. Os criminosos seguiram em direção ao bairro Carrapicho, próximo à Ponte Sérgio Motta.
Durante o trajeto pela Avenida Beira Rio, a vítima aproveitou um momento de distração dos sequestradores, abriu a porta e se jogou do carro ainda em movimento. Em seguida, correu até a loja de materiais elétricos próxima e pediu socorro aos funcionários, que acionaram o resgate e a polícia.
Mais cedo, policiais da Base Beira-Rio já haviam feito buscas em uma casa no bairro Grande Terceiro após denúncias de que um homem estaria sendo mantido em cárcere por ocupantes. No imóvel, a PM apreendeu porções de entorpecentes e vários celulares, entre eles, o aparelho pertencente ao jovem, confirmando a ligação do local com o crime.
A vítima permanece sob cuidados médicos no pronto-socorro. As informações do Boletim de Ocorrência foram repassadas à Polícia Judiciária Civil (PJC), que investiga o caso para identificar e localizar os autores do crime.