Uma viagem de 2.074 quilômetros terminou com a realização de um sonho para uma família de Xanxerê, em Santa Catarina. Durante uma pescaria no Rio Teles Pires, em Sinop. O grupo fisgou um pirarucu de 2,45 metros na última segunda-feira (17).
Um vídeo publicado nas redes sociais mostra parte da pescaria e o momento em que os integrantes do grupo se mobilizam para retirar o peixe da água.
A viagem até Mato Grosso já virou tradição para a família. Todos os anos, parte dos familiares se reúne para visitar o patriarca Vilson Rossetto, que mora no estado, e aproveitar alguns dias de pesca. O grupo realiza esse tipo de viagem há mais de sete anos.
Desta vez, porém, a pescaria teve um momento especial. O pirarucu foi fisgado por Júnior Santin, amigo da família. Segundo Felipe Rossetto, filho de Vilson, o grupo estava dividido entre um caiaque e um barco quando percebeu que Júnior havia fisgado algo.
Inicialmente, ninguém sabia o tamanho do peixe. A dimensão do animal só ficou evidente após uma disputa que durou mais de uma hora até que o pirarucu fosse retirado da água.
“Até então não sabíamos o tamanho dele. Depois de mais de uma hora de briga, conseguimos tirar ele da água. O exemplar mediu 2,45 metros”, relatou Felipe.
Segundo ele, capturar um peixe desse porte era um sonho antigo da família.
“A emoção foi gigante. Só caiu a ficha a partir do momento em que ele saiu da água e, nesse momento, a festa foi absurda. Estávamos em cinco pessoas e foi difícil tirar ele da água”, contou.
Pirarucu é considerado espécie invasora fora da Amazônia
O pirarucu é um dos maiores peixes de água doce do mundo e o maior peixe com escamas da Amazônia. Quando encontrado fora de sua área de ocorrência natural, é considerado uma espécie exótica invasora.
O animal pode chegar a aproximadamente 3 metros de comprimento e pesar até 200 quilos. Conhecido como “gigante da Amazônia” e “bacalhau brasileiro”, possui escamas resistentes e precisa subir à superfície para respirar ar atmosférico.
Em março deste ano, uma medida do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a pesca da espécie em dez regiões hidrográficas do país como forma de controlar populações estabelecidas fora de sua área natural de ocorrência.
Segundo o órgão, o pirarucu é um predador de topo de cadeia e possui alimentação generalista e oportunista. A capacidade de adaptação pode provocar impactos sobre espécies nativas em ambientes onde o peixe não ocorre naturalmente, motivo pelo qual medidas de controle vêm sendo adotadas em diferentes bacias hidrográficas.