Lucas do Rio Verde - Setembro 7, 2026

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Demora nas investigações da morte de pecuarista, gera protesto no Nortão

Moacir dos Santos Goulart, foi assassinado na noite de 31 de dezembro de 2023, na zona rural do município Terra Nova do Norte

Por: Portal JVC / TNN

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(Autor da imagem: TNN)

A demora na conclusão das investigações, sobre a autoria do assanissanato do pecuarista Moacir dos Santos Goulart, de 48 anos, levou familiares e amigos a realizarem um protesto neste sábado, 5 de setembro, em Terra Nova do Norte.

O pecuarista era morador da comunidade Alto Paraíso e morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo, durante uma confraternização de fim de ano, na noite de 31 de dezembro de 2023, na zona rural do município.

O grupo iniciou a manifestação na Comunidade Alto Paraíso, local onde Moacir residia. De lá, os participantes seguiram em carreata pela rodovia em direção ao perímetro urbano de Terra Nova do Norte, manifestando indgnação e revolta cobrando maior agilidade no andamento das investigações sobre a morte do morador e justiça para apurar e punir o autor do homicídio.

Durante o trajeto, com faixas e cartazes, a mobilização passou em frente ao Fórum da Comarca de Terra Nova do Norte, onde familiares manifestaram publicamente a preocupação com o tempo de tramitação do processo.

O principal pedido feito pela família é para que o caso tenha agilida e seja elucidado o mais rápido possível e que todas as circunstâncias da morte sejam devidamente esclarecidas.

Após passar pelo Fórum, a carreata seguiu até o Hospital Regional e posteriormente foi encerrada em frente à Delegacia Municipal, simbolizando a cobrança direcionada às instituições envolvidas na investigação e no andamento do processo.

Caso ainda apresenta pontos que precisam ser esclarecidos

A morte de Moacir dos Santos Goulart continua sendo objeto de investigação e já passou por diferentes fases desde o crime ocorrido no final de 2023.

Documentos do processo mostram que a Polícia Civil chegou a concluir o inquérito policial e indiciar L.P.N.D. por homicídio qualificado por motivo fútil e posse irregular de arma de fogo.

Entretanto, o Ministério Público de Mato Grosso entendeu que ainda existiam pontos importantes a serem esclarecidos, além de contradições relevantes presentes nos autos, determinando o prosseguimento das investigações.

O processo tramita na Vara Única da Comarca de Terra Nova do Norte e envolve a apuração de homicídio qualificado e crimes relacionados ao Sistema Nacional de Armas.

Na noite do crime, Moacir foi atingido por um disparo de arma de fogo na região do tórax. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Terra Nova do Norte, mas, conforme consta na investigação, já chegou à unidade sem vida.

Desde então, a Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar as circunstâncias e responsabilidades relacionadas à morte do pecuarista.

Primeiras versões apontaram suspeito diferente

Um dos pontos que chamou a atenção durante a investigação está relacionado às primeiras declarações prestadas após o homicídio.

De acordo com o relatório final da Polícia Civil, D.G.M. chegou inicialmente a ser autuado pela prática de homicídio, após declarações da esposa de Moacir.

Segundo a versão apresentada por ela e registrada no inquérito, durante a confraternização teria ouvido gritos e, ao observar o que acontecia, teria visto Moacir e D.G.M. próximos um do outro.

A testemunha afirmou que teria presenciado o momento do disparo e visto Moacir cair ao chão.

A filha da vítima também prestou depoimento durante as investigações. Conforme registrado no relatório policial, ela afirmou acreditar que D.G.M. seria o responsável pela morte do pai e declarou que sua mãe teria presenciado o ocorrido.

Essas declarações passaram a ter importância no andamento posterior do caso e estão entre os elementos que levaram o Ministério Público a entender que ainda havia questões que precisavam ser melhor esclarecidas antes do encerramento definitivo da investigação.

Perícias e novas diligências mudaram os rumos da apuração

Ao longo das investigações, a Polícia Civil realizou diversas diligências e apreendeu armas, munições, estojos e projéteis que foram encaminhados para análise pericial.

Os resultados das perícias passaram a representar um ponto importante para a reconstituição da dinâmica dos acontecimentos e para a identificação da possível origem do disparo que matou Moacir.

Foi justamente diante do conjunto de informações reunidas durante o inquérito, das diferentes versões apresentadas por testemunhas e dos elementos técnicos produzidos pelas perícias que o caso ganhou novos capítulos.

Mesmo após a conclusão inicial do inquérito e o indiciamento de um dos envolvidos, o Ministério Público apontou a necessidade de continuidade das apurações.

Família pede justiça e respostas

Mais de dois anos após a morte do pecuarista, a família afirma que continua convivendo com a dor da perda e com a expectativa pelo esclarecimento definitivo do crime.

A manifestação deste sábado (5), não teve caráter de confronto. A mobilização foi organizada como um ato pacífico, com o objetivo de chamar a atenção para o caso e reforçar o pedido por respostas.

Em conversa com a reportagem durante a passagem da carreata pelo Fórum, familiares destacaram que esperam que o processo tenha maior agilidade e que todas as diligências necessárias sejam realizadas para que o caso possa chegar a uma conclusão.

Para os familiares, o ato representou não apenas uma homenagem a Moacir dos Santos Goulart, mas também uma forma de manter viva a cobrança por justiça.

A investigação continua sendo acompanhada pelas autoridades competentes, enquanto a família aguarda novos desdobramentos que possam esclarecer definitivamente quem foi responsável pela morte do pecuarista.

O processo segue em tramitação e novas informações poderão surgir a partir do aprofundamento das investigações e das decisões das autoridades responsáveis pelo caso.

Jornalista Valdecir Chagas

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