O governador do Estado de Mato Grosso Otaviano Pivetta (Republicanos), aposta nos consórcios regionais de saúde, formados por prefeitos, como a forma transparente e eficiente para administrar os hospitais regionais do Estado. O hospital de Sorriso, é um dos modelos de gestão que vem funcionando a contento, agora o consórcio se prepara para assumir o Hospital Regional de Sinop.
O prefeito de Lucas do Rio Verde e presidente do Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires, Miguel Vaz (Republicanos), afirmou, que a expectativa é que a transferência da gestão do hospital regional Jorge Abreu para a entidade, “esteja praticamente concluída ou em estágio bastante avançado até o final deste ano”. Miguel participou de audiência de alinhamentos a respeito da pauta com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o secretário de Estado de Saúde, Juliano Silva Melo, políticos e lideranças locais, há poucos dias, em Sinop.
Segundo o presidente, o processo de transição iniciado oficilalmente em maio, envolve novas contratações de serviços, medicamentos, materiais médicos, especialidades e demais áreas da unidade e algumas licitações já foram abertas e publicadas, enquanto outras estão nas fases de análise ou contratação. “Quanto mais rápido conseguirmos concluir esses processos, mais rápido a gestão será feita pelo consórcio”, afirmou.
A mudança começou a ser articulada no ano passado, quando prefeitos da região acertaram com o então governador Mauro Mendes (União) a transferência, com o objetivo de dar maior eficiência e agilidade aos atendimentos. Inicialmente, havia expectativa de que o processo fosse consolidado ainda ano passado, mas o cronograma sofreu atrasos. O plano de trabalho com as ações a serem executadas pelo consórcio dentro da atual estrutura do hospital foi definido em fevereiro deste ano.
Em julho, a previsão era que a transferência seguiria normalmente depois que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) reconsiderou decisão que havia suspendido o processo. Na ocasião, ele também informou que uma equipe técnica do órgão havia realizado vistoria no hospital para acompanhar a transição.
Integram o consórcio Boa Esperança do Norte, Cláudia, Feliz Natal, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Lucas do Rio Verde, Nova Maringá, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Santa Carmem, Santa Rita do Trivelato, Sinop, Sorriso, Tapurah, União do Sul e Vera.
Hospital de Sorriso funciona com eficiência
O governo do Estado percebeu há um bom tempo que os Hospitais Regionais administrados pelo próprio estado, não funciona por falta de eficiência na gestão e transparência na compra de equipamentos e produtos de consumo.
Um dos exmplos foi a mudança de gestão no Hospital Regional de Sorriso, onde o Consórcio administra recursos da saúde com eficiência e austeridade desde 2016. Com uma gestão profissional e arrojada, a unidade mostrou resultado altamente positivo para o Estado, e, especialmente para a população que é público alvo da entrega de serviços de qualidade.
Hospital Regional de Colíder
O Hospital de Colíder é uma das unidades que o Estado pretende dar nova dinâmica na gestão. O Estado gasta muito e o sistema de gestão engessado, não consegue atender os anseios da população.
A meta é de avançar na qualidade e na ampliação dos serviços prestados, mas Unidade hospitalar que inicialmente foi implantada pelo Estado com objetivo de atender as áreas da saúde de média e alta complixidade, acabou sendo obrigada a atender também a saúde básica, por falta de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), nos municípios da região.
O Consórcio de Saúde Vale do Teles Pires foi instalado para fazer parcerias e administrar a Unidade, mas as interferências da política nos municípios e estado na época, acabou inviabilizando as ações.
O HRC de Colíder chegou a ser tranferido para OSCIP, mas por falta de comprometimento dos responsáveis pelas institucições, a gestão foi a “bancarroto”, e encerrou a parceria com o Estado, depois de denúncias de má gestão e ações na justiça do trabalho.
O governador Otaviano Pivetta, aposta em uma gestão dos consórcios de saúde, formada pelos prefeitos de cada região, por serem os gestores mais interessados no atendimento digno e eficiente da saúde. O governo garante se os hospitais entregar serviços com qualidade o governo tem recursos e consegue oferecer o aporte necessário para o bom funcionamento.