O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) é mais um membro do partido a divulgar nas redes sociais seu descontentamento com o acordo firmado pela direção nacional da legenda com o MDB para as eleições de 2026.
Em vídeo publicado nesta terça-feira (3), segundo ele, após ser cobrado por apoiadores, criticou o alinhamento com a sigla emedebista e assegurou que não alterará sua postura histórica em relação ao grupo político adversário.
No pronunciamento, Cattani abordou a pressão recebida em seus canais de comunicação e argumentou que a coerência ideológica deve se sobrepor aos acordos partidários.
“Tem uns que têm preço, outros têm valor. Quem tem preço um dia encontra o preço dele, agora o que tem valor jamais terá. Um homem de valor não muda o seu posicionamento justamente por não ter preço”, declarou o parlamentar.
A contestação do deputado estadual amplia o desgaste interno enfrentado pela agremiação em Mato Grosso. A oposição ao arranjo já havia sido externada pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, pelo prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e pela prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, todos do PL, que rejeitam dividir palanque com lideranças do MDB, como a deputada estadual Janaina Riva e o ex-prefeito Kalil Baracat.
O conflito interno foi deflagrado após a cúpula nacional do PL selar uma composição com o MDB para o Senado. O desenho político aprovado em Brasília prevê a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado, compondo chapa ao Senado Federal com Janaina Riva (MDB) e com o deputado federal José Medeiros (PL).
Nomes como os deputados Eduardo Botelho e Thiago Silva, além do ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, e do ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Léo Bortolin, são vistos pela base liberal como adversários históricos no Estado, o que torna a convivência no mesmo palanque um ponto de impasse.