A trajetória de João Arcanjo Ribeiro, ex-policial civil e figura central do crime organizado em Mato Grosso, deve ganhar adaptação audiovisual. Conhecido como “Comendador”, Arcanjo construiu um império baseado no jogo do bicho e em cassinos clandestinos, até ser alvo da Operação Arca de Noé, em 2002.
O projeto, ainda em fase de desenvolvimento e com título provisório de O Comendador, está nas mãos da mesma equipe responsável pela série Os Donos do Jogo, da Netflix, e promete explorar os bastidores de uma das histórias mais controversas do Centro-Oeste.
O roteiro sobre do seriado ainda não foi revelado, mas certamente deverá ser dividido em várias edições, pois tem muitos epsódios envolvendo João Arcanjo, para serem relatados.
Fazendeiro de Lucas perdeu propriedade em Cassino de João Arcanjo
Os pioneiros de Lucas do Rio Verde lembram reiteradamente da história de um fazendeiro do município, que perdeu sua propriedade jogando no cassino de João Arcanjo Ribeiro.
Esse local era o centro das operações de jogos de azar e máquinas caça-níqueis (conhecidas como “níqueis”) controladas por ele nas décadas de 80 e 90.
Após a deflagração da Operação Arca de Noé em 2002, que desarticulou o crime organizado no estado, a fazenda que abrigava o cassino foi alvo de leilões judiciais.
O local foi fechado com a prisão de Arcanjo no Uruguai em 2003, após ele ser apontado como mandante de crimes de homicídios, relacionados à disputa pelo controle dessas máquinas e do jogo-do-bicho.
Hotel Colíbri de João Arcanjo Abandonado em Colíder
Entre os bens penhorados do bicheiro João Arcanjo, está o Hotel que era denominado de “Colibri”, localizado na Avenida Marechal Rondon em Colíder, no Nortão de Mato Grosso. O imponente prédio foi construído na década de 90, e era uma referência no conceito de hotelaria na época na região.
Atualmente o prédio se encontra em total abandono, servindo apenas, para dormitório de moradores de ruas e usuários de drogas.
Comendador
É importante ressaltar que o título de Comendador foi concedido a João Arcanjo Ribeiro, quando o então deputado José Geraldo Riva, era presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Riva, além de frequentar o Cassino de Arcanjo, também oferecia apoio político em seus negócios.
Em contra partida, João Arcanjo, que também exercia a função de agiota, trocava cheques da Assembleia Legislativa, emprestava dinheiro para as campanhas de Riva e de vários outros deputados da época.

