O prefeito de Colíder Rodrigo Benassi (PRD), decretou nesta segunda-feira (9), situação de emergência por seis meses no município, em razão dos prejuízos causados pelas intensas chuvas que atinge as estradas, desde o fim de dezembro do ano passado.
O decreto tem como base, relatório técnico que aponta danos severos em estradas vicinais, pontes e bueiros, além de alagamentos e isolamento de comunidades rurais.
De acordo com levantamento da prefeitura, os prejuízos já ultrapassam R$ 992 mil em gastos emergenciais, e a estimativa é de que sejam necessários cerca de R$ 2,5 milhões adicionais para a recuperação e readequação das estradas vicinais atingidas
O levantamento técnico aponta que, cerca de 956 km da malha viária rural do município foram afetados. O alto índice pluviométrico provocou o transbordamento de rios e córregos, saturação do solo e formação de atoleiros, erosões profundas e deslizamentos de terra.
O relatório destaca que os danos dificultam ou impedem o tráfego de veículos de passeio, transporte escolar e caminhões de carga. Em diversos pontos, houve rompimento de bueiros e queda de pontilhões, comprometendo vias consideradas estratégicas para a agricultura e mobilidade de moradores. Como consequência, comunidades rurais e assentamentos ficaram parcialmente isolados, o que dificulta o atendimento de emergências e o acesso a serviços básicos.
O impacto atinge diretamente cerca de 6 mil moradores da zona rural. Na área da educação, há risco de suspensão do transporte escolar em trechos considerados inseguros. Na saúde, equipes enfrentam dificuldades para chegar às unidades e realizar atendimentos domiciliares. Já na agricultura, principal base econômica local, o escoamento da produção de grãos e o transporte de gado foram prejudicados, justamente em período de colheita, quando o tráfego de veículos pesados aumenta.
Com o decreto, o município fica autorizado a mobilizar todos os órgãos da administração pública para ações de resposta ao desiquilibrio da natureza, restabelecimento de serviços essenciais e assistência à população. A medida também permite contratações emergenciais, com dispensa de licitação, para aquisição de bens, serviços e obras necessárias ao enfrentamento da situação.



