Rogério da Silva Amorim, condenado a 20 anos de prisão por mandar matar Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, foi preso nesta terça-feira (26), em Cuiabá, 10 anos após a condenação. À época, ele chegou a ser preso, mas foi solto uma semana depois. O novo mandado foi decretado em novembro do ano passado, mas ele levava uma vida normal pela cidade e morando em um condomínio de alto padrão.
Nessa segunda-feira (25), o g1 publicou uma reportagem sobre o mandado de Rogério em aberto e a sensação de impunidade sentida pela família da vítima. Já durante esta manhã, o empresário foi abordado pelos policiais quando saía de casa em um carro de luxo.
Maiana desapareceu no dia 20 de dezembro de 2011. Conforme as investigações, ela e o empresário Rogério mantiveram um relacionamento por aproximadamente um ano e estavam vivendo juntos havia cinco meses, em regime de união estável, quando o assassinato foi cometido.
A família contou que, nesta semana, Maiana completaria 31 anos. Segundo o irmão da vítima, Danilo Raul, parentes da jovem já chegaram a encontrar Rogério pela cidade mesmo após a condenação.
“Eu, minha mãe e meu irmão estamos indignados com essa situação. […] Por que ele não está preso? Porque mandou matar a filha de uma família pobre? Só porque ele tem dinheiro, consegue fazer o que quer?”, afirmou o irmão da vítima.
Relacionamento, desaparecimento e morte
Rogério da Silva Amorim, foi condenado a 20 anos de prisão em 2016 pela morte da adolescente. — Foto: Reprodução/TVCA
Segundo o Ministério Público, no dia do homicídio, o empresário teria mandado Maiana descontar um cheque de R$ 500 e levar o dinheiro para um chacareiro.
Ela foi ao banco com uma moto que tinha ganhado do empresário e, depois, se dirigiu à chácara. A jovem foi morta na chácara e teve o corpo colocado dentro de um carro de passeio e, em seguida, deixado na região da Ponte de Ferro. Os restos mortais da adolescente foram encontrados no dia 25 de maio de 2012, cinco meses após o crime.
Cerca de 10 anos após a condenação do mandante do assassinato, Danilo, irmão de Maiana, contou que a mãe deles deixou de viver em Cuiabá , cidade que morava há mais de cinco anos porque não suportava encontrar Rogério pela cidade.
“Ela foi embora para ver se espairece a cabeça, porque não aguentava mais ficar aqui vendo o Rogério para cima e para baixo tranquilo, enquanto a filha dela está morta, enterrada e o cara que mandou fazer isso está vivendo a vidinha dele boa, tranquilo, sem nenhum problema”, disse.


