Após atrito entre Wellington Fagundes (PL) e o ex-governador Mauro Mendes (União) por conta das obras de pavimentação da rodovia MT-170, o chefe do Executivo, Otaviano Pivetta (Republicanos), deu sua parcela de alfinetadas ao oponente na corrida pelo Palácio Paiaguás. Em entrevista, na quinta-feira (28), disse que Wellington “deve estar com saudades do que fazia”.
No vídeo que originou o debate, Fagundes criticava Mauro por não ter resolvido os problemas da rodovia em sua gestão e agora ter que trocar as empreiteiras. Isso porque a estrada era estadual, depois foi federalizada e, posteriormente, retornou à responsabilidade do Estado. Por sua vez, o ex-governador chamou o senador de “cara de pau” pela denúncia.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) abriu procedimento para rescindir o contrato com duas empresas responsáveis por executar as obras de pavimentação da MT-170, antiga BR-174, na região noroeste de Mato Grosso.
“Wellington Fagundes foi deputado federal por cinco ou seis mandatos, está no segundo mandato de senador e durante muitos anos, ele mandou no DNIT. Era ele quem nomeava os representantes do Governo Federal aqui. E por que nada mudou?”, questionou Mauro.
Questionado se seria um oportunismo de Fagundes em fazer tais críticas em período eleitoral, Pivetta afirmou que “não há dívida”.
“Ele deve estar com saudades do que fazia no passado, ai”, sugerindo irregularidades na influência que tinha sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Esta não é a primeira vez que Pivetta afronta o adversário político. Em abril, ele disse que havia senadores que mandavam emendas aos municípios, mas exigia 30% de volta.
“Senador nenhum usa o nome do governo do estado e propõe negociata. E nós sabemos que tem prefeitura do interior que tem isso. Nós sabemos que muita gente tem isso aí. Tem negociata”, disse Pivetta, sem citar nomes.
Projeto
A obra de pavimentação da antiga BR-174 está dividida em seis lotes, totalizando 271,6 km. A estrada foi federalizada em 2008, mas o governo federal não deu início às obras durante 14 anos, período em que a estrada virou notícia por apresentar atoleiros e ficar intransitável no período de chuva.
A rodovia voltou a ser de responsabilidade do Estado em 1º de Junho de 2022 e as obras começaram ainda no primeiro semestre de 2023.