Matheus Gonçalves dos Santos, de 33 anos, principal suspeito de matar a companheira, Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, com um tiro na cabeça em Guarantã do Norte, morreu em confronto com a polícia do Paraguai nessa quarta-feira (24). Após o crime, registrado na terça-feira (23), ele fugiu levando o filho do casal.
Segundo a Polícia Civil, a criança foi acolhida pelo Conselho Tutelar do município de Sete Quedas (MS) e os tramites estão em andamento para o seu retorno para o estado de Mato Grosso.
Um caminhoneiro paraguaio registrou um vídeo do momento do confronto. Nas imagens é possível ver os policiais paraguaios no meio de uma rodovia e ouvir barulhos de disparos de arma de fogo. Veja o vídeo abaixo:
Conforme publicado pela reportagem , Matheus estava com mandado de prisão preventiva em aberto e tinha fugido para o Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai.
A Polícia Civil de Guarantã do Norte fazia buscas pelo suspeito e entrou em contato com a Polícia de Mato Grosso do Sul e do Paraguai para sua localização e prisão.
Matheus foi abordado pela polícia paraguaia durante barreira policial. Conforme boletim de ocorrência, ele estava com duas armas de fogo, reagiu e os policiais revidaram. Na troca de tiros, o suspeito foi atingido e não resistiu aos ferimentos.
O caso
Gleici Fátima foi encontrada morta por volta das 11h25 com uma perfuração na cabeça. Próximo ao corpo, foi localizado um cartucho de espingarda.
Segundo o Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, em julho de 2025 o homem já havia sido preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a mulher acionar a Polícia Militar. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici Fátima.
Histórico de violência
Esse, porém, não foi um episódio isolado, as primeiras denúncias foram registradas em 2023, quando a mulher procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Já em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo.
No entanto, há menos de um ano, em novembro de 2025, após pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
O caso segue sendo investigado.