O vereador Rafael Ranalli (PL) alertou que a formação ou não de uma aliança entre o Partido Liberal (PL) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) pode impactar diretamente nos resultados que o grupo bolsonarista busca para as eleições de 2026.
Segundo ele, a força eleitoral da deputada Janaina Riva (MDB), que mira em uma cadeira no Senado, pode comprometer as pretensões do grupo em garantir as duas cadeiras ao Senado e o governo do Estado. “Eu já perdi por falta de voto na cumbuca. Então eu não quero que o PL perca o Senado e o Governo do Estado por falta de voto. E a Janaína, infelizmente, ou felizmente, tem muito voto”, destacou Ranalli.
A preocupação de Ranalli ecoa a fala do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. Em recente entrevista, o dirigente confirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai apoiar o governador Mauro Mendes (União) e o deputado federal José Medeiros (PL) na disputa ao Senado Federal.
Contudo, Valdemar admitiu que a acomodação de Janaina Riva representa um “problemaço” na montagem da chapa. Ranalli lembrou que a estratégia nacional já estava delineada. “Essa composição já tá fechada há muito tempo. Desde o ano passado, o Bolsonaro teve aquilo primeiro e segundo turno e ratificou isso na Acrimat: ‘estão aqui meus dois senadores, Mauro Mendes e Zé Medeiros’. Isso eu falo desde o princípio e também ratifico a posição que o PL tem pré-candidato ao governo, que é o Wellington Fagundes”, friso nesta terça-feira (16).
Nos bastidores, o MDB já cogita costurar uma aliança com o PL, que poderia abrir espaço para Janaina na disputa ao Senado. Apesar da movimentação nacional, lideranças locais resistem a uma aproximação com o MDB. Há pouco mais de uma semana, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou publicamente que é contra qualquer aliança com os emedebistas e que pretende articular um movimento “anti-MDB” entre os gestores municipais do partido.
O vereador, contudo, pontuou que irá seguir o que for demandado pela Executiva Nacional. “Se ela quiser vir com um pouco o sogro dela, o Wellington Fagundes, o Wellington Fagundes abrir da vaga dele, de repente, não sei, eu estou conjecturando assim como vocês. Teria um espaço, mas para Senado já foi dito desde o ano passado que os nossos senadores pré-candidatos são o Mauro Mendes e o Medeiros”, finalizou.
A coligação deixaria Medeiros no segundo plano ao senado
O partido liberal sabe que em 2026, teremos duas vagas para o senado e nomes com densidade eleitoral muito forte, como o atual governador Mauro Mendes que possui um grupo forte e sólido. O Deputado Federal Medeiros é trabalhado com muito esmero pelo grupo bolsonarista, pelo seu posicionamento firme no congresso nacional.
O nome da deputada Janaína, aparece bem nas pesquisas há um ano antes das eleições, mas o cenário pode mudar, tanto para o governo, quanto para o Senado federal. Pesquisas refletem momento, quando definir os nomes e começar a campanha, aí o cenário certamente será outro.
Embora o eleitorado de Mato Grosso, revelou nas últimas eleições perfil de direita, a influência dos líderes nacionais não tem peso decisivo nos Estados e muito menos nos municípios. Foi o que ficou provado nas eleições municípais.
É bom lembrar que teremos vários outros nomes com densidade eleitoral que também demonstram intenção de pleiterar cadeira no senado federal, como é o cando do Produtor Rural Antônio Galvan.
Mas a disputa por espaço principalmente dentro do PL devido as divergências com o MDB, poderá inviabilizar a coligação que é rechaçada principalmente pelo autêntico bolsonarista Abílio Brunini, atual prefeito de Cuiabá. A disputa quando é afinada é muito difícil, imagina o grupo dividido.