Lucas do Rio Verde - Outubro 7, 2026

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Mauro Mendes foi vencedor nos embates e responsável por “despachar” da política, as famílias Campos e Riva

Depois dos embates políticos com os irmãos Campos, Mendes saiu fortalecido das urnas nas eleições 2026

Por: Portal JVC / Valdecir Chagas

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(Autor da imagem: Portal JVC)

A propagada velha política perdeu espaço em vários estados brasileiros, onde famílias tradicionais como em Mato Grosso, comandaram o poder por vários anos. Bastou-se, a implementação de uma gestão mais arrojada e conectada com os anseios da população, para mudar o pensamento polítio e comando no Estado. 

O grande líder da grande virada de página na história da política matogrossense, foi sem dúvida o então governador Mauro Mendes (União Brasil), que fez enfrentamento dentro do seu próprio grupo  e juntamento com Otaviano Pivetta (Republicanos),  conseguiu agregar aliados importantes como prefeitos, vereadores e lideranças de todos os municípios matogrossenses. O resultado foi mostrado nas urnas neste domingo dia 4 de outubro.

Mauro Mendes foi eleito Senador da República e Otaviano Pivetta que estava ao seu lado na gestão como vice-governador, reeleito com mais de 60% dos votos válidos. Para um bom entendedor, é público e notório, que Mauro Mendes foi o maior vencedor de todos juntamente com Pivetta, e o grupo discidente, encabeçado pelos irmãos Campos (Jaime e Júlio), os derrotados. Vale lembrar que ambos, foram governadores de MT.

Mensagem de Mauro Mendes

E sua página no Instagram, Mauro Mendes disse: “o recado foi dado nas urnas, o povo cansou da velha política. Cansou da política da mentira, das negociatas, dos ataques à família, das promessas vazias, do tapinha nas costas, da corrupção e da incompetência”, avaliou ele.

“O que a população precisa é de resultado. De obras e ações que mudam de verdade a vida de cada mato-grossense, como as estradas, escolas, hospitais, ações sociais, asfaltos nas cidades e tanta coisa boa que entregamos, com a ajuda de todos”, ressaltou Mendes.

“E não pensem que vou descansar: estou com todo o gás pra fazer muito mais por Mato Grosso e pelo Brasil”, finalizou o senador eleito Mauro Medes.

Júlio Campos faz avaliação da sua derrota

O deputado estadual Júlio Campos (União) fez uma avaliação sobre a derrota nas urnas e a não reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar reconheceu que não conseguiu atingir a votação necessária para permanecer no cargo, mas apontou uma série de fatores políticos e estruturais que, segundo ele, contribuíram diretamente para o resultado.

Júlio revelou que esperava obter cerca de 40 mil votos, mas terminou a eleição com aproximadamente 18,5 mil. O desempenho, segundo ele, foi insuficiente para garantir uma das vagas destinadas à sua coligação, a União Progressista.

“Infelizmente, o povo mato-grossense decidiu não me reeleger para um novo mandato. Não tive os votos suficientes. Eu fiz uma campanha para ter 40 mil votos e só consegui 18 mil e 500 e poucos votos no eleitorado de Mato Grosso”, afirmou.

Na avaliação do deputado, um dos principais problemas esteve na composição da chapa. Ele destacou que apenas quatro candidatos tiveram desempenho expressivo, enquanto os demais integrantes não conseguiram alcançar uma votação capaz de garantir uma terceira cadeira à coligação. Entre os destaques, ele citou além dele, Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende e Michelly Alencar.

“Os quatro fizemos cento e tantos mil votos, 120 mil votos. Mas os demais cinco candidatos tiveram apenas 2.700, o que foi insuficiente para garantir uma terceira vaga”, explicou.

Júlio também criticou a condução da composição partidária e afirmou que o presidente do partido, Mauro Mendes, teria contribuído para o esvaziamento da chapa ao permitir a saída de nomes que poderiam fortalecer a disputa proporcional.

“Além disso, você tem que lembrar que o presidente do partido, Mauro Mendes, esvaziou a nossa chapa de deputado estadual. Os filiados nossos, Alan Porto, Gilberto Figueiredo, Wagner Ramos e tantos outros que foram candidatos por outros partidos deixaram a União Brasil no último dia e se filiaram a outro partido, o que deu uma chapa muito insuficiente para termos votos”, declarou.

Outro ponto citado pelo parlamentar foi a ausência de um palanque eleitoral consolidado. Júlio afirmou que acompanhou o irmão, senador Jayme Campos, após o rompimento político dentro do grupo, apoiando a candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. 

Segundo ele, a situação acabou deixando sua candidatura em uma posição delicada, já que não teria espaço para participar dos principais palanques da disputa.

“Tive também problemas de palanque. Como nós perdemos a convenção partidária, o meu irmão, o senador Jayme Campos, teve talhado o seu direito de não ser candidato. Abriu-se uma ala dissidente no partido e eu acompanhei, com dever até de lealdade e companheirismo, o senador Jayme Campos em apoio à candidatura do candidato Wellington Fagundes”, afirmou.

Na avaliação de Júlio, a falta de uma campanha mais estruturada de Wellington também prejudicou sua estratégia eleitoral.

“Ele não fez campanha, não colocou a candidatura na rua, foi candidato apenas representando o PL, mas sem nenhum entusiasmo. Vocês perceberam, praticamente no interior não existiu campanha do Wellington Fagundes”, disse.

O deputado afirmou ainda que ficou impedido de transitar livremente entre os palanques políticos.

“Tudo isso e eu fiquei sem palanque, porque eu não podia participar do palanque do partido, do candidato que eu estava apoiando, como também não podia participar do outro palanque, que era do nosso adversário momentâneo, que foi o atual governador Pivetta. Tudo isso atrapalhou”, avaliou.

Júlio também apontou o crescimento de candidaturas associadas ao bolsonarismo e ao PT como outro fator determinante para o resultado das eleições. Ele citou como exemplos as votações obtidas pela deputada Coronel Fernanda e pelo deputado Cláudio Ferreira, além do desempenho de Lúdio Cabral.

“Além disso, a onda do radicalismo foi muito grande em Mato Grosso. Tanto é que o PL deu uma votação estupenda para pessoas que nem acreditavam”, afirmou.

O parlamentar citou a expressiva votação de Coronel Fernanda, que, segundo ele, projetava um resultado muito inferior ao obtido nas urnas.

“A deputada Coronel Fernanda me disse, na antevéspera da convenção, que a expectativa dela era de 80 mil votos. Teve 205 mil votos”, declarou.

Júlio também mencionou o desempenho de Lúdio Cabral

“A onda do bolsonarismo foi muito forte em Mato Grosso e também a onda do PT. Tanto que o deputado Lúdio Cabral teve 86 mil votos e esperava 45, 50. E elegeu-se como o segundo mais votado”, disse. 

Outro fator destacado pelo deputado foi a falta de recursos para sua campanha. Júlio afirmou ter sido o único político de seu grupo a não receber recursos do fundo partidário, situação que, segundo ele, reduziu significativamente sua capacidade de estruturação eleitoral.

“Eu fui o único político da União Partidária que não recebeu fundo partidário. Fui cortado do fundo partidário. Se vocês podem olhar a minha prestação de conta, não entrou um centavo”, afirmou.

Ele comparou sua estrutura financeira com a de outros candidatos

“Enquanto outros companheiros nossos de partido receberam R$ 2,9 milhões, R$ 1,5 milhão, R$ 1 milhão para ser candidato, Júlio Campos foi cortado pela executiva estadual do partido, pelo presidente, do recurso do fundo partidário”, declarou.

Com menos recursos, o deputado disse que precisou realizar uma campanha muito mais modesta.

“Então, a minha campanha foi uma campanha extremamente humilde, dentro dos recursos que eu tinha suficientes, através do meu recurso próprio e da doação que recebi de familiares e amigos que fizeram a contribuição”, afirmou.

Ele também mencionou a diferença de estrutura visual entre sua campanha e a de outros candidatos.

“Eu fiz 60 windbanners para Cuiabá e Várzea Grande e no interior nenhum”, relatou.

Júlio ainda levantou a suspeita de que grupos políticos teriam atuado financeiramente para retirar votos de sua candidatura em regiões onde tradicionalmente possuía apoio.

“Além de que nós sabemos que determinados grupos interessados na minha derrota reforçaram financeiramente outros candidatos para ir onde eu tinha voto, retirar o meu voto”, afirmou.

Apesar da derrota, o deputado adotou um tom de serenidade ao falar sobre o futuro. Aos 79 anos, próximo de completar 80, Júlio afirmou que pretende continuar atuando politicamente e contribuindo com Mato Grosso.

“Mas tudo isso é tranquilo. O que interessa é que Deus está me protegendo. Estou aqui, com saúde, prestes a completar 80 anos, com inteligência, com entusiasmo, com pique. E a luta continua. Vamos continuar ajudando Mato Grosso”, declarou.

Ao final, Júlio Campos fez uma avaliação positiva de sua passagem pela Assembleia Legislativa e afirmou considerar que cumpriu sua missão durante o mandato.

Jornalista Valdecir Chagas

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