Lucas do Rio Verde - Março 6, 2026

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Novo mecanismo de combate ao Colesterol, novos tempos para o coração

Na era pós-covid, sopram ventos de boas novas, permitindo uma vida mais longeva e saudável, através do avanço da ciência em benefício do paciente.

Por: Dr Fábio Argenta – Médico Cardiologista

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(Autor da imagem: Portal JVC)

No último Sábado estive, muito honrosamente, como convidado, participando de um seleto evento em São Paulo, do lançamento de uma medicação, injetável, revolucionária para o controle do colesterol.

O excesso de colesterol e triglicérides é prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Em nosso sangue existem dois tipos de colesterol:
* LDL Colesterol: conhecido como “mau colesterol”, ele pode se depositar nas artérias e provocar o seu entupimento;
* HDL Colesterol: conhecido com “bom colesterol”, retira o excesso de colesterol para fora das artérias, impedindo o seu depósito e diminuindo a formação da placa de gordura.

A avaliação do Colesterol com a finalidade de mensurar o risco cardiovascular é recomendada pelos programas de rastreamento populacional.

A medicação em questão se baseia em um mecanismo de ação inovador, chamado pequeno RNA de interferência, o qual é um processo que impede especificamente a produção de certas proteínas no citoplasma, sem a necessidade de editar os genes dessas proteínas. Portanto o RNA de interferência permite que a “receita” original da proteína (o DNA) permaneça preservada. Ou seja, seu efeito é duradouro, mas não permanente.

A atuação é específica nos hepatócitos (fígado), impedindo a produção da proteína PCSK9, aumentando o número de receptores de LDL colesterol (mau colesterol) na superfície das células hepáticas, potencializando a remoção do LDL colesterol da circulação sanguínea. A redução média é de 52,3% nos níveis de LDL, possibilitando uma redução sustentada do LDL colesterol.

Enfim, pacientes de com doença aterosclerótica e ou que sofreram infarto, AVC (derrame), doença arterial obstrutiva periférica e não atingem a meta de controle do LDL colesterol, apesar do uso da estatina (medicação de uso oral para o tratamento do colesterol), agora têm uma nova esperança no controle da doença cardiovascular, que é a principal causa de mortalidade mundial.

Pacientes intolerantes à estatina ou com dificuldades de adesão ao tratamento medicamentoso oral, também serão beneficiados com esta nova tecnologia. Serão duas doses de uma injeção subcutânea no abdômen, para um tratamento garantido o ano inteiro. Na era pós-covid, sopram ventos de boas novas, permitindo uma vida mais longeva e saudável, através do avanço da ciência em benefício do paciente.

 

Fábio Argenta
Especialista em Cardiologia – SBC / AMB
Presidente da SBC MT
Membro Titular da Comissão Eleitoral e de Ética Profissional (CELEP) da SBC

 

Jornalista Valdecir Chagas

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