Lucas do Rio Verde - Julho 30, 2026

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Operação de combate a facção, prende dois jogadores de futebol, sendo um deles é assessor de vereador em Cuiabá

Foram presos Alex Júnior, conhecido como "Soldado", e Brunno Passos, o "Brunninho"

Por: Portal JVC / Gazeta Digital

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(Autor da imagem: Portal JVC)

Além do tesoureiro do Comando Vermelho em Mato Grosso, Paulo Winter Paelo Farias, o “W.T.”, e da advogada Dayane Karol Moreira, investigada na Operação Replay, a Polícia Civil também cumpriu nesta quinta-feira (30),  mandados de prisão preventiva contra Alex Júnior, conhecido como “Soldado”, e Brunno Passos, o “Brunninho”.

Os dois são jogadores de futebol e, conforme levantamento do, Brunno também ocupa o cargo comissionado de assessor parlamentar no gabinete do vereador Jeferson Siqueira, na Câmara Municipal de Cuiabá, função para a qual foi nomeado em janeiro deste ano, como consta no Portal de Transparência, com salário de R$ 2.250. 

A Operação Replay foi deflagrada nesta quinta-feira (30) pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e cumpre 10 mandados de prisão preventiva, além de buscas e apreensões, bloqueio de bens e ativos financeiros contra 14 integrantes e colaboradores de uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

W.T. recebeu novo mandado na cadeia

Mesmo já preso e alvo de operações anteriores da Polícia Civil, W.T. teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido. Segundo a Draco, ele continuava exercendo o comando financeiro e disciplinar da facção de dentro de uma unidade prisional de segurança máxima.

As investigações apontam que mensagens interceptadas mostram o investigado determinando cobranças, autorizando recolhimento de dinheiro, orientando integrantes que estavam em liberdade e conferindo planilhas financeiras da organização criminosa.

Os policiais também identificaram que o mesmo chip telefônico atribuído a W.T. foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026, estratégia que, segundo a investigação, tinha o objetivo de dificultar a identificação das comunicações clandestinas e driblar os controles do sistema penitenciário.

Estrutura financeira mantida por comparsas

De acordo com a Polícia Civil, os demais investigados mantinham ativa a estrutura financeira da organização criminosa, mesmo após as operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra.

A investigação identificou divisão de funções, operadores financeiros, utilização de contas bancárias de terceiros e aquisição de imóveis e veículos em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível para ocultar recursos da facção.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em ativos financeiros e o sequestro de aproximadamente R$ 17,2 milhões em imóveis e veículos, entre eles apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, terrenos e automóveis.

Segundo a Draco, a estratégia é atingir a base financeira da organização criminosa, impedir a ocultação do patrimônio e enfraquecer a estrutura responsável por manter as atividades ilícitas.

O nome Replay faz referência, conforme a Polícia Civil, à repetição das práticas criminosas e à capacidade de reorganização da facção mesmo após operações anteriores, motivo pelo qual a nova fase busca neutralizar tanto os operadores financeiros quanto as lideranças que continuavam atuando de dentro do sistema prisional.

Jornalista Valdecir Chagas

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