Lucas do Rio Verde - Julho 25, 2026

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Pai e filha são apontados como líderes de esquema que desviou R$ 28,7 milhões do agro em MT

Decisão judicial cita empresário Renato Antonio Duarte e a filha Marianna Costa Araujo Duarte Mota como responsáveis por fraude na classificação de algodão

Por: Portal JVC / Hipernotícias

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(Autor da imagem: Portal JVC)

O empresário Renato Antonio Duarte e a filha dele, Marianna Costa Araujo Duarte Mota, são apontados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) como os principais responsáveis pelo esquema investigado na segunda fase da Operação Safra Desviada, que apura um prejuízo de R$ 28,7 milhões ao agronegócio mato-grossense. 

Conforme decisão da Justiça divulgada pelo Folha Max, os dois teriam utilizado o controle sobre unidades de beneficiamento de algodão para manipular a classificação visual da pluma, rebaixando artificialmente a qualidade do produto entregue por produtores rurais. A fraude, segundo a investigação, resultava em deságios indevidos, redução do valor pago aos agricultores e até cancelamentos de contratos com grandes tradings. 

Na sexta-feira (24), o Gaeco cumpriu 14 mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais, em endereços ligados aos investigados em Lucas do Rio Verde, Nova Ubiratã, Sinop e Tapurah, em Mato Grosso, e nas cidades paulistas de Presidente Prudente e Álvares Machado. A operação é um desdobramento da investigação já divulgada pelo HNT sobre o suposto esquema milionário de desvio de algodão. 

A juíza Cláudia Anffe Nunes da Cunha, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, determinou medidas cautelares contra Renato e Marianna por entender que há risco concreto de ocultação de provas e de interferência na apuração. Entre as restrições impostas estão a proibição de deixar a cidade onde residem sem autorização judicial e o comparecimento periódico à Justiça. 

Segundo o Gaeco, o esquema também contava com a participação de outras pessoas e empresas. Um ex-funcionário de confiança das vítimas é suspeito de direcionar negociações para empresas parceiras por meio de cessões de crédito consideradas fraudulentas, permitindo que os pagamentos fossem desviados para contas de terceiros e empresas de fachada. 

A decisão judicial ainda aponta indícios de que, após a primeira fase da Operação Safra Desviada, deflagrada em fevereiro, Renato Duarte teria retirado documentos e equipamentos da algodoeira investigada, o que reforçou o entendimento da magistrada sobre a necessidade das medidas cautelares para preservar as provas. 

Além das medidas contra os investigados, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros de empresas que, conforme o Gaeco, integrariam a estrutura utilizada para movimentar recursos provenientes do suposto esquema fraudulento. A investigação prossegue para identificar a extensão dos prejuízos e a participação de todos os envolvidos.

Jornalista Valdecir Chagas

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