O policial militar da ativa envolvido na morte do ex-PM Ednilton Rafael Santos Costa, 36, prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado após se apresentar às autoridades na quarta-feira (8), em Sinop. Outro homem, que também participou da ocorrência, foi ouvido e liberado.
Segundo a Polícia Civil, os dois se apresentaram em uma base da Polícia Militar logo após o crime e, em seguida, foram encaminhados à delegacia, onde prestaram depoimento ao delegado plantonista.
Conforme a Polícia Civil, no momento em que se apresentaram, não havia elementos suficientes para caracterizar a situação de flagrante, com base nas provas disponíveis, incluindo imagens de uma câmera de segurança externa. Por isso, ambos foram liberados e responderão ao inquérito em liberdade.
Durante o interrogatório, os envolvidos alegaram ter agido em legítima defesa. A Polícia Civil informou que apreendeu materiais de interesse para a investigação e segue apurando as circunstâncias, a dinâmica e a motivação do homicídio.
Além da investigação conduzida pela Polícia Civil, a Polícia Militar informou que o 3º Comando Regional instaurou procedimento administrativo para apurar a atuação do policial militar. Em nota, a corporação destacou que não coaduna com atos de violência ou qualquer tipo de crime praticado por seus integrantes.
O caso
Ednilton Rafael Santos Costa foi morto a tiros na manhã de quarta-feira (8), em frente a uma marmoraria, no bairro Jardim Terra Rica, em Sinop.
De acordo com a PM, o ex-policial teria ido ao estabelecimento para matar o proprietário da empresa e passou a ameaçá-lo com uma arma de fogo. O empresário acionou o policial militar, que foi ao local.
Ainda conforme a PM, ao encontrar Ednilton armado e fazendo ameaças, o policial efetuou disparos. A vítima foi atingida, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer se houve, de fato, legítima defesa e definir a responsabilidade dos envolvidos.
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