A Polícia Civil libertou uma vítima e realizou a prisão de suspeitos envolvidos em um caso de cárcere privado, tráfico de drogas e receptação nesta quinta-feira (12), em Lucas do Rio Verde.
Segundo informações apuradas, a plícia chegou aos criminosos, após receber uma denúncia anônima que indicava que uma pessoa estaria sendo mantida amarrada e sob ameaças em um estabelecimento comercial do município.
De acordo com o delegado Artur Almeida, a equipe policial se deslocou imediatamente até o local indicado e encontrou a vítima subjugada, sendo mantida sob vigilância por dois integrantes de uma organização criminosa.
“Na data de ontem recebemos uma denúncia anônima de que uma vítima estaria amarrada em um estabelecimento comercial e sendo ameaçada por indivíduos faccionados. A equipe se deslocou rapidamente até o local e identificou dois membros da organização criminosa e um indivíduo que estava em cárcere privado”, explicou o delegado.
Suspeitos foram presos em flagrante
Segundo a Polícia Civil, os dois suspeitos encontrados no local foram autuados em flagrante. Durante as diligências, os investigadores também identificaram um veículo que estaria dando apoio à ação criminosa.
O automóvel foi localizado ao longo da tarde e abordado pela equipe policial. Dentro do veículo, os agentes encontraram porções de drogas, além de constatarem que o condutor já possuía passagens anteriores por tráfico de entorpecentes.
A partir dessas informações, os policiais se deslocaram até a residência do suspeito, onde localizaram diversas armas de airsoft que haviam sido roubadas no município cerca de duas semanas antes.
Todos os envolvidos foram conduzidos à delegacia e autuados pelos crimes de cárcere privado, tráfico de drogas e receptação.
Motivação teria sido dívida após consumo
Durante as primeiras apurações, a polícia identificou que a motivação para o crime teria sido uma dívida relacionada ao consumo de bebida, que não teria sido paga pela vítima.
“De acordo com o que foi levantado, a motivação teria sido porque a vítima não pagou uma bebida que havia consumido. Por conta disso, esses indivíduos praticaram esses crimes”, relatou o delegado.
Caso tem relação com o chamado “tribunal do crime”
O delegado Arthur também destacou que situações desse tipo têm ligação com práticas utilizadas por organizações criminosas, conhecidas popularmente como “tribunal do crime”, nas quais integrantes de facções tentam impor punições próprias a pessoas que consideram ter descumprido regras impostas pelo grupo.
“Esse é um modo de operação utilizado por organizações criminosas para punir, entre aspas, algumas pessoas que, segundo as regras deles, teriam cometido alguma infração. Na prática, trata-se de uma forma de coação e de imposição do medo na sociedade”, afirmou.
Ações policiais têm pressionado o crime organizado
Segundo o delegado, as forças de segurança têm intensificado as ações contra o crime organizado no município, o que inclui apreensões frequentes de drogas e prisões de suspeitos.
Ele destacou ainda que as operações policiais acabam impactando diretamente as finanças das organizações criminosas.
“Existe uma relação entre apreensão de drogas e crimes como roubos. Quando essas organizações têm prejuízos financeiros por causa das apreensões feitas pela Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal, eles tentam recuperar esses valores praticando outros crimes”, explicou.
Apesar disso, o delegado ressalta que a resposta das forças de segurança tem sido rápida. Segundo ele, praticamente todos os roubos registrados no município no último ano foram esclarecidos, com identificação e prisão dos autores.