Lucas do Rio Verde - Fevereiro 27, 2026

Conheça nossas redes sociais

Polícia conclui inquérito e indicia 11 pessoas por assassinato de jovem após gesto associado a facção em Mato Grosso

Pablo Ronaldo dos Santos foi assassinado em Nova Ubiratã, no mês de abril deste ano

Por: Portal JVC / G1 MT

Compartilhe:

whatsapp-image-2023-05-11-at-09.09.30
(Autor da imagem: Portal JVC)

A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou 11 pessoas suspeitas de envolvimento na morte de Pablo Ronaldo dos Santos, de 23 anos, que foi assassinado após fazer um gesto com as mãos em uma festa, no município de Nova Ubiratã, em abril deste ano.

Segundo a Polícia Civil, três suspeitos foram presos na manhã desta sexta-feira (7) durante a Operação Procusto, e uma mulher segue foragida. Oito mandantes e executores da morte foram presos no dia 27 de junho. Um dos mandados foi cumprido contra uma servidora pública de Nova Ubiratã.

O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Nova Ubiratã, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Pablo e outro colega de trabalho estavam em um bar do município, quando foram abordados e sequestrados. Os dois são do interior de São Paulo e viajaram para Mato Grosso a trabalho.
A Polícia Civil informou que não há comprovações de que a vítima esteja envolvida com grupos criminosos e que o gesto feito por Pablo não era exatamente o de uma facção criminosa e teria sido feito por ele de maneira não intencional.
Operação Prescuto

Ainda de acordo com a polícia, seis pessoas foram presas na operação, em junho deste ano. Outros dois mandados de prisão foram cumpridos contra dois investigados que estão na Penitenciária Central do Estado (PCE) e na Cadeia Pública de Nobres.

Também foram cumpridos outros cinco mandados de busca e apreensão. As Delegacias de Sorriso e de Nobres, Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá, Polícia Militar de Nova Ubiratã e a unidade do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) de Sorriso apoiaram o cumprimento das ordens judiciais.

Alvos da investigação

Segundo as investigações, os crimes foram ordenados por um criminoso que está detido na PCE. De dentro da unidade, ele recebia as informações dos outros integrantes do grupo que estavam monitorando Pablo e o amigo desde quando eles chegaram em Nova Ubiratã.

Informações reunidas no inquérito apontam que o sequestro foi premeditado para torturar as vítimas a fim de que confessassem integrar uma facção criminosa rival.

O grupo se reportava ao mandante preso na PCE, que gerenciou tudo de dentro da cela e acompanhou o crime, recebendo fotos das vítimas amarradas durante as sessões de tortura. Ele ordenou que não era só para arrancar os dedos das vítimas, mas também para executá-las.

De acordo com a polícia, entre os alvos da operação também está uma mulher, funcionária da educação no município de Nova Ubiratã. A Polícia Civil apurou que ela atuou diretamente na execução dos crimes, mandando que as vítimas fossem mutiladas.

Ela teria auxiliado também no transporte das vítimas até o local da execução e, após conversar com um comparsa preso, passou a defender que as vítimas fossem executadas.

Segundo a polícia, a servidora abandonou o trabalho na escola municipal para gerenciar a tortura. Um dia após o sequestro, ela e outro comparsa teriam recebido uma ligação do preso da PCE com a ordem final para execução das vítimas.

Jornalista Valdecir Chagas

Fale Conosco

Pelo canal de atendimento ao cliente, estamos disponíveis para atendê-lo(a) da melhor forma