Após repercussão da violência sofrida por turistas mato-grossenses na praia de Porto de Galinhas, Pernambuco, o governo do estado nordestino comunicou que 14 suspeitos foram identificados e serão indiciados. Os visitantes de Mato Grosso, Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, foram agredidos por ambulantes após divergência sobre o valor do aluguel de cadeiras e guarda-sol.
Conforme nota divulgada na rede social do governo pernambucano, nesta segunda-feira (29), a segurança na praia foi reforçada e “nenhum tipo de violência será tolerada”.
Ainda no comunicado, foi comunicado sobre reunião com a participação da Secretaria de Defesa Social, Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Procon) e da Prefeitura de Ipojuca, reforçando a atuação integrada entre o Estado e município. O Estado ainda reforçou que o ordenamento e a fiscalização do comércio são atribuições municipais, mas que seguirão sendo acompanhadas de perto pelas equipes do Governo do Estado.
“Pernambuco abraça o turista e não admitirá qualquer forma de violência. O Estado segue firme na defesa da ordem, da segurança e do respeito a quem vive e visita o nosso território”, diz trecho da nota.
O caso
Os mato-grossenses Johnny Andrade e Cleiton Zanatta passavam férias em Porto de Galinhas quando houve o desentendimento na praia, uma das mais famosas do país.
Ambos chegaram ao local onde passariam o dia e logo foram abordados por trabalhadores das barracas de locação de cadeiras, mesas e guarda-sol. Foi acertado um valor, mas, segundo as vítimas, na hora de pagar o preço cobrado foi outro.
Ambos se sentiram lesados e disseram que não era aquele o combinado e que não pagariam o montante extra. Neste momento, foram agredidos por um grupo de ambulantes.
Os turistas só conseguiram sair da briga generalizada ao serem socorridos pelo Corpo de Bombeiros. Mesmo assim, os suspeitos avançaram sobre eles e foram contidos pelos militares. O boletim de ocorrência foi lavrado e as vítimas passaram por exames para dar prosseguimento à investigação.
Diante da violência, ambos encerraram as férias antes e retornam a Cuiabá.