A Polícia Civil do Distrito Federal vai investigar se Daniel Moraes Bittar, fazia parte de uma rede de pedofilia e se ele já tinha abusado de outras vítimas. No apartamento do homem, de 42 anos, foram encontrados materiais pornográficos, que vão passar por perícia.
Segundo o delegado João Guilherme Medeiros, Daniel tinha outros sete registros criminais, inclusive por desacato e ameaça. O homem trabalhava em um banco do DF, e colegas de Bittar se dizem chocados com o crime e o descrevem como um homem “sem suspeita” (ouça declaração abaixo). A instituição financeira já encerrou o contrato com o suspeito.
Um exame do Instituto Médico-Legal mostrou que não houve conjunção carnal, mas o caso ainda será tratado como um possível estupro de vulnerável. A mãe da vítima demostrou alívio e disse que chegou a pensar que não encontraria a filha viva.
O crime
O delegado também afirmou que a dupla — Bittar e Gesielly Souza Vieira, presa por suspeita de agir com o servidor — tinha como alvo outra menina, mas o plano não deu certo. Segundo alunos da escola onde a vítima foi sequestrada, o carro foi visto circulando no local dias antes do crime.
A vítima foi sequestrada ao sair da escola, no Parque Estrela d’Alva IV, no Jardim Ingá, no Entorno do DF, e levada ao apartamento do estuprador, na Asa Norte, em Brasília. Segundo a Polícia Civil, no local foram encontrados diversos materiais pornográficos. Os agentes teriam localizado a criança seminua na cama, com diversas escoriações pelo corpo e algemada pelos pés.
No momento da prisão, Daniel Moraes disse: “Eu ainda não fiz nada com ela. Estávamos só conversando”. O suspeito afirmou ainda que havia raptado a menina em Goiás, mas não havia entorpecido a vítima. O caso passa a ser investigado pela 2ª Delegacia de Polícia, na Área Central de Brasília.