Lucas do Rio Verde - Abril 8, 2026

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Princesa do CV ajudou matar jovem que fez sinal de ‘3’ em foto

Amanda Kess Aguilhera Pereira está atualmente reclusa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, de onde, segundo as investigações, continuava exercendo influência sobre a organização criminosa.

Por: Portal JVC / Gazeta Digital

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(Autor da imagem: Portal JVC)

A “Princesa”, Líder do Comando Vermelho que está presa e foi alvo da Operação Coroa Quebrada, nesta terça-feira (7), é Amanda Kess Aguilhera Pereira. Ela tem várias passagens criminais, entre elas, o envolvimento no assassinato de Gabriela da Silva Pereira, 16, em setembro de 2024, em Cáceres. Na operação, 4 pessoas foram presas.

Conforme consta no inquérito do assassinato, Amanda e outro suspeito teriam abordado Gabriela e uma amiga, convencendo-as a ir até a casa de um rapaz. No local, as vítimas tiveram mãos e pés amarrados e foram interrogadas, por meio de chamada telefônica em grupo com um terceiro suspeito, identificado pelo apelido “Itashi”, sobre possível ligação com a facção rival Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ainda segundo a investigação, os celulares das jovens foram confiscados e analisados. Após encontrarem uma fotografia no aparelho de Gabriela fazendo um gesto associado ao PCC, os suspeitos teriam determinado a execução da adolescente. Outros dois envolvidos, conhecidos como “Pintado” e “Piloto”, teriam sido chamados para reforçar a ação criminosa.

Gabriela foi amordaçada e enforcada com um lençol. Em seguida, os faccionados levaram a vítima desfalecida até um terreno baldio. Porém, lá, perceberam que Gabriela estava viva. 

Eles pegaram uma faca e desferiram vários golpes contra a vítima. Ela teve o rosto desfigurado pelos criminosos. 

Operação

Ao todo, foram expedidas 21 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após manifestação favorável do Ministério Público de Cáceres.

As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum.

Amanda Kess Aguilhera Pereira está atualmente reclusa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, de onde, segundo as investigações, continuava exercendo influência sobre a organização criminosa.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Cuiabá.

Conforme apurado, o grupo possui estrutura hierarquizada, divisão clara de funções e envolvimento de pelo menos 28 integrantes.

De acordo com a Polícia Civil, a facção investigada atuava no tráfico de drogas, associação criminosa, homicídios qualificados e disputas territoriais com grupo rival.

As investigações apontam que Amanda, conhecida como “Princesa”, exercia liderança dentro da organização, determinando execuções, aplicando punições internas e distribuindo armas. Mesmo presa, ela continuava ordenando mortes e gerenciando o tráfico em Cáceres, mantendo contato com outros integrantes.

Os demais investigados atuavam como armeiros, executores de homicídios, responsáveis pela logística de drogas e armamentos, além de envolvidos em roubos de veículos para beneficiar a organização criminosa.

Segundo o delegado da Draco de Cáceres, Fabrício Alencar, a organização demonstrava alto grau de periculosidade.

“A estrutura demonstra sofisticação e periculosidade, com utilização de aplicativos de mensagens para coordenar ataques e ordenar execuções”, afirmou.

Coroa Quebrada

O nome da operação faz referência à liderança exercida por Amanda, conhecida como “Princesa”. A expressão “Coroa Quebrada” simboliza a desarticulação da atuação da investigada e de outros integrantes da facção criminosa.

Jornalista Valdecir Chagas

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