“Quem fez isso não é um ser humano, é um monstro.” ‘Quem fez isso é um monstro’, diz mãe de jovem assassinada em MT
. Em entrevista ao programa Cadeia Neles, ela fez um desabafo emocionado, cobrou a identificação e a punição dos responsáveis pelo crime e afirmou que a família jamais conseguirá superar a perda. “Ela não merecia isso. Eu só peço justiça para quem fez ou mandou fazer essa maldade”, disse.
Jéssica deixou o bairro Pedra 90, em Cuiabá, há cerca de 3 meses para trabalhar em um bar em Peixoto. Segundo a mãe, as duas conversavam diariamente e a última chamada de vídeo aconteceu na noite de quarta-feira (22). Na manhã seguinte, a filha não respondeu à tradicional mensagem de “bom dia”, o que despertou a preocupação da família. “Ela sempre mandava mensagem cedo dizendo que estava bem. Quando ela não respondeu, eu comecei a desconfiar que tinha acontecido alguma coisa”, contou.
Sem conseguir contato, Albertina também conversou com amigas de Jéssica, mas ninguém soube informar onde ela estava. Ainda na sexta-feira, registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento. Dias depois, decidiu viajar até Peixoto de Azevedo em busca de respostas. “Fui no bar, mas a dona não estava. Ninguém sabia falar nada, ninguém viu, ninguém dizia nada. Estava tudo muito estranho. Só consegui pegar as coisas dela e voltar para casa”, relatou ao repórter Alexandre Ferreira.
A mãe revelou ainda que, dias antes do desaparecimento, Jéssica comentou que enfrentava problemas no trabalho. Segundo Albertina, a filha disse que estavam aplicando “multas” contra ela e que queria deixar a cidade. “Ela falou que queria ir embora, mas viva. Disse apenas: ‘O povo está querendo armar para mim’. Ela nunca explicou exatamente do que se tratava”, afirmou.
No sábado, a família recebeu a notícia de que o corpo de Jéssica havia sido encontrado em uma área de mata entre Peixoto e Matupá. Conforme a investigação da Polícia Civil, a jovem foi vítima de homicídio e apresentava sinais de extrema violência, o rosto estava bem lesionado e ela teve os cabelos cortados. O caso é investigado, e até o momento a motivação do crime e os autores não foram oficialmente divulgados.
Durante a entrevista, Albertina afirmou que a filha era trabalhadora, responsável e sem qualquer envolvimento com facções criminosas. Segundo ela, Jéssica ajudava financeiramente no tratamento do irmão, que enfrenta problemas com alcoolismo, e fazia questão de manter contato diário com a família. “Ela gostava das coisas certinhas. Não era envolvida com facção. Era uma filha preocupada, companheira, amiga. Foi embora uma parte de mim”, disse.
Muito emocionada, a mãe também falou sobre a forma como a filha foi assassinada. “Só de imaginar como ela foi encontrada, é uma dor. Foi uma crueldade. Quebraram o rosto dela. Eu não consigo entender como existe gente tão cruel no mundo”, desabafou.
A mãe fez um apelo para que o crime não fique impune. “Eu peço justiça em nome de toda a minha família. Quem fez ou mandou fazer isso precisa ser punido com todo o rigor da lei. Ela não merecia morrer desse jeito. A pessoa que fez isso não é um ser humano, é um monstro”, concluiu.