Lucas do Rio Verde - Setembro 18, 2026

Conheça nossas redes sociais

Time ‘Unidos VG Chapadão’ era bancado por líder do Comando Vermelho preso na PCE

Icloud de missionária tinha fotos de cordão de ouro do time e diálogos mostram cobrança por resultados em campo

Por: Portal JVC / Hipernotícias

Compartilhe:

15c2fb230c9001ad538f9a5fa170cd08-hnt-com-br
(Autor da imagem: Portal JVC)

A Polícia Civil identificou que Renildo da Silva Rios, o “Velhote” ou “Chapa”, apontado como “Conselheiro Final” do Comando Vermelho ultrapassava os muros da Penitenciária Central do Estado (PCE) e alcançava os campos de futebol amador de Várzea Grande. Segundo o relatório elaborado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), o líder mantinha controle direto e financiava a equipe “Unidos VG Chapadão”. 

Mesmo preso, Renildo acompanhava o desempenho do time por meio de celulares e tablets mantidos irregularmente na cela. Em diálogos interceptados, a investigada Rhavenna Barcelos Almeida, de 31 anos, relata que a liderança deu um “sermão” nos atletas porque pagava academia e treinador, mas a equipe estava “dando mole” nas partidas. 

Em um dos registros obtidos por meio da quebra de sigilo, datado em abril de 2026, Renildo comemora diretamente do presídio uma vitória por 5 a 2. 

Os investigadores mostram no relatório que as camisetas da equipe eram confeccionadas com a imagem do personagem de anime Goku, marca registrada e adotada por Renildo em seus perfis nas redes sociais. 

A perícia também localizou no Icloud Rhavenna fotos de joias personalizadas, incluindo um cordão de ouro com o pingente “Unidos VG Chapadão”. Além disso, os uniformes do time eram distribuídos e vestidos rotineiramente por familiares da investigada e por integrantes do projeto de evangelização “Resgatando Vidas”. 

Relatório da Draco

No documento, é apontado que o hino do time exaltava “o Rei”. Em maio de 2026, Rhavenna transformou em áudio a letra de um hino composto por sua irmã em homenagem ao time. A letra narra que a equipe surgiu quando seu idealizador estava “aprisionado”, profetiza que “logo, logo o Rei vai voltar” e cita a missionária “segurando sua mão” ao lado do líder do CV. 

Para a Polícia Civil, o financiamento do futebol comunitário demonstra como os vínculos e a influência estabelecidos no ambiente prisional se projetavam para atividades sociais e esportivas no meio externo. 

“Rhavenna relata que Renildo teria dado um “sermão no time”, pois pagava academia e treinador, mas os jogadores “davam mole” nas partidas. O trecho reforça sua vinculação direta ao Chapadão, inclusive como financiador da estrutura esportiva”, afirma o documento. 

Jornalista Valdecir Chagas

Fale Conosco

Pelo canal de atendimento ao cliente, estamos disponíveis para atendê-lo(a) da melhor forma