A Justiça de Mato Grosso determinu que o engenheiro agrônomo Daniel Frasson, fosse encaminhado de uma Clínica psiquiátrica particular, para o Hospital Adalto Botelho em Cuiabá.
Ele é acusado de matar a esposa Gleici Keli Geraldo, com golpes de faca e de tentar matar a própria filha de 7 anos, na Avenida das Acácias, Bairro Bandeirantes, em Lucas do Rio Verde, no mês de junho de 2025.
A tranferência foi confirmada pelo advogado Rodrigo Poso, que atua na assistência de acusação do processo. Segundo ele, a decisão ocorreu após a repercussão de vídeos relacionados ao caso e diante de pedidos apresentados pela assistência de acusação e pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), para que as imagens fossem analisadas de forma mais detalhada.
De acordo com o advogado, a defesa de Daniel sustenta a tese de inimputabilidade, condição que pode afastar a responsabilização criminal caso seja reconhecida pela justiça. A acusação, porém, pretende contestar essa alegação durante o andamento do processo.
Daniel estava internado em uma unidade psiquiátrica particular porque não havia vaga disponível no Hospital Adauto Botelho, que é uma instituição pública destinada ao atendimento de pacientes com transtornos mentais.
“O juizo, de imediato, mandou encaminhar o Daniel para o Adauto Botelho, que é o lugar público onde fica essa internação dessas pessoas com problemas mentais. Então, ele não está mais em clínica particular, porque a clínica particular era na ausência de vaga lá do Adauto Botelho. Ele está alegando uma inimputabilidade, da qual vamos provar que ele não é inimputável”, explicou.
Com a disposição de uma vaga, a justiça determinou que o acusado fosse transferido para a unidade pública. A Assistência de acusação também solicitou uma nova análise das imagens relacionadas ao crime. Segundo Rodrigo Pouco, os vídeos podem contribuir para esclarecer as circunstâncias dos acontecimentos e serão utilizados para questionar a tese apresentada pela defesa.
O caso continua em tramitação na justiça. A acusação afirma que pretende demonstrar que Daniel tinha capacidade de responder criminalmente pelos atos atribuidos a ele e que deve ser responsabilizado pelo feminicídio da esposa.
