Venezuelanos residentes em Mato Grosso foram às ruas de Cuiabá na noite deste sábado (3) para comemorar a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos.
O grupo se reuniu na Avenida Brasília, nas imediações da UFMT e do Shopping Três Américas, carregando bandeiras, entoando o hino nacional venezuelano e saudando o que definiram como um marco histórico para o futuro de seu país.
Mesmo sendo um ato de pequeno porte, a celebração chamou atenção de motoristas e pedestres no local, com vídeos compartilhados nas redes sociais mostrando motocicletas, carros e pessoas comemorando com bandeiras e gritos de apoio.
A operação
O presidente americano Donald Trump anunciou que os Estados Unidos lançaram um “ataque em larga escala” contra a Venezuela, resultando na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que teriam sido retirados do país e levados para os Estados Unidos.
Segundo agências internacionais, a ação militar, denominada Operação Absolute Resolve, incluiu bombardeios e incursões estratégicas em Caracas e outras cidades venezuelanas nas primeiras horas do sábado, com o uso de dezenas de aeronaves e unidades especiais. Maduro e sua esposa teriam sido capturados e transportados inicialmente para a base naval USS Iwo Jima e, posteriormente, levados aos Estados Unidos para enfrentar acusações em tribunais federais por supostos crimes relacionados a narcoterrorismo e tráfico de drogas.
A notícia provocou repercussões imediatas em todo o mundo. Líderes de países como a Argentina celebraram o desfecho, enquanto outros, como o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, classificaram a ação americana como uma “linha inaceitável” e uma afronta ao direito internacional, pedindo respeito à soberania venezuelana e acionamento da Organização das Nações Unidas (ONU).
Dentro da própria Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi rapidamente alçada ao cargo de chefe de Estado interina conforme a Constituição venezuelana, e exigiu provas imediatas de vida de Maduro e Flores, criticando a ação dos EUA como um sequestro ilegal.
A operação representa um dos episódios mais dramáticos das relações entre os Estados Unidos e a Venezuela nas últimas décadas e levanta uma série de questões sobre legalidade internacional, soberania e o futuro político do país sul-americano.