Lucas do Rio Verde - Janeiro 7, 2026

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Janela partidária deve promover “debandada” e redesenhar disputa em 2026

Cálculos matemáticos e busca por "chapas leves" dominam o recesso parlamentar; Max Russi lidera debandada do PSB em busca de siglas alinhadas à direita e ao agronegócio

Por: Portal JVC / Hipernotícias

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(Autor da imagem: Portal JVC)

O recesso de final de ano na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) não é apenas de descanso. Para parte dos deputados estaduais, o período é de cálculos matemáticos e articulações intensas. O objetivo é encontrar legendas com chapas menos competitivas para garantir a reeleição em 2026, repetindo o movimento de troca em massa visto em 2022.

A mudança mais emblemática deve ocorrer no PSB. A sigla, que hoje abriga o presidente da Casa, Max Russi, corre o risco de perder toda a sua bancada eleita. O motivo seria a polarização em nível nacional.

O PSB faz parte da base do governo Lula (PT) e terá o vice-presidente Geraldo Alckmin no palanque em 2026. Em um estado com forte viés de direita e do agronegócio como Mato Grosso, os parlamentares temem que a “sigla da esquerda” prejudique o desempenho nas urnas. Max Russi deve migrar para o Podemos, levando consigo os deputados Fábio Tardin e Beto Dois a Um.

A ideia é transformar o Podemos em uma força de centro-direita sob influência de Russi, a exemplo do que ele próprio fez com o PSB, elegendo 15 prefeitos, em 2024.  

O vice-governador Otaviano Pivetta tem articulado em favor do Republicanos, e da ampliação do que deve ser a sua base para uma disputa ao Palácio Paiaguás em 2026. O partido já recebeu o deputado Nininho, ex-PSD, e deve oficializar as filiações de Dr. Eugênio, deixando o PSB em busca de uma chapa alinhada ao agronegócio do Araguaia. Chico Guarnieri, atualmente no PRD, também deve se abrigar na sigla de Pivetta.  

A direita mato-grossense também vive sua própria dinâmica de acomodação. Elizeu Nascimento já anunciou que deixa o PL para se tornar a principal aposta do Partido Novo. Faissal Calil, já consolidou sua mudança do Cidadania para o PL, focando na base bolsonarista. E Paulo Araújo sai do PP, devido à federação com o União Brasil, e deve ir para o PRD, agora sob o comando de Mauro Carvalho.

O movimento, repete o mesmo ocorrico em 2022. Contudo, à época, a principal escolha dos parlamentares foi o PL, devido ao apelo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Xadrez político 

Para além das mudanças na Assembleia Legislativa, com nomes com musculatura e que são candiatos naturais à reeleição. Os partidos e pré-candidatos se reorganizam nos bastidores. 

Neste final de ano, o PSB estadual, entregou a direção para o ex-governador Pedro Taques, que deve concorrer ao Senado em 2026. 

A suplente de senadora Margareth Buzetti aderiu novemnte ao PP, e assumiu que a pretenção de disputar um cargo majoritário deve ser engavetada para priorizar o projeto da Federação, que deve ocorrer com o UB, em nível nacional. 

Ainda no PP, o ex-deputado federal Nilson Leitão, assumiu a presidência regional, após 30 anos no PSDB. 

Enquanto isso, o próprio ninho tucano com o deputado Carlos Avallone, corre para se reestruturar e garantir a sobrevivência com o mínimo de duas cadeiras na AL. 

A estratégia de Avallone foca no “Nortão” e em nichos específicos. Ele atraiu o presidente da Aprofir Hugo Garcia, o suplente de deputado estadual Adenilson Rocha, da região de Sinop, e ex-prefeitos como Daniel do Lago, de Porto Alegre do Norte, e Celso Banazeski, de Colíder.  

A “cereja do bolo” da chapa é Sheila Klener, suplente de deputada estadual, que traz o peso do setor de mineração para o debate político.

Democracia Cristã

Outro partido que intensifica articulações por todas regiões de Mato Grosso, é o Democracia Cristã (DC), que tem como seu maior líder político, o ex-presidente da Aprosoja Antônio Galvan.

Ferrenho defensor dos ideais bolsonaristas da política liberal, Galvan foi candidato ao Senado nas eleições 2022, e obteve 337.003 votos, ou seja 25,95% dos votos, ficando na segunda colocação em Mato Grosso. Como só tinha uma cadeira em disputa, foi eleito Welington Fagundes.

O partido conta também com a adesão de novas lideranças. Representando a região Norte do Estado, o empresário Maicon Pereira de Colíder, vem articulando sua pré-candidatura a uma cadeira na Câmara Federal. Maicon chegou a colocar o nome para a disputa da Prefeitura de Colíder, mas teve candidatura inviabilizada devido uma disputa interna do Diretório do PL na época.

Jornalista Valdecir Chagas

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